
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Dubai World Cup e os Thoroughbred
A Dubai World Cup é uma corrida de cavalos Thoroughbred (ou PSI - Puro Sangue Inglês), que acontece anualmente desde 1996, e que há 2 anos acontece no Meydan Racecourse na cidade de Duabi, nos Emirados Árabes. A corrida é operada através da Emirates Horse Racing Authority (EHRA), cujo presidente é o Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan, ministro dos Assuntos Presidenciais dos Emirados Árabes Unidos. A corrida foi criada pelo monarca soberano de Dubai, o Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, dono da Darley Stud & Godolphin Racing <http://www.darley.co.uk/>, uma das líderes mundiais em criação de cavalos Thoroughbred e na operação de corridas de cavalo.
A corrida possui um total de prêmios no valor de US$ 10 milhões desde 2010, tornando-a a corrida de cavalos mais rica do mundo. É uma corrida sem obstáculos do tipo Grupo 1, realizada em superfície sintética para cavalos Thoroughbred criados no hemisfério norte, com pelo menos quatro anos de idade, e para cavalos Thoroughbred criados no hemisfério sul, com pelo menos três anos de idade. A distância percorrida pelos cavalos é de dois quilômetros.
O primeiro vencedor da corrida foi o Thoroughbred e futuro membro do Hall da Fama Cigar, propriedade de Allen E. Paulson. Uma placa em sua honra foi pendurada nos estábulos de Bill Mott, em Belmont Park.
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Cavalos Thoroughbred ou PSI
O Thoroughbred ou Puro-Sangue Inglês é uma raça de cavalos conhecida por seu uso em corridas. Apesar de a palavra Throughbred ser às vezes utilizada para se referir a qualquer raça de cavalo puro-sangue, tecnicamente ela se refere somente à raça Thoroughbred. Thoroughbreds são cavalos considerados "de sangue quente", conhecidos por sua agilidade, velocidade e espírito.
O Thoroughbred como o conhecemos foi desenvolvido nos séculos XVII e XVIII na Inglaterra, quando éguas nativas foram cruzadas com três garanhões importados do oriente, das raças árabe, bérbere e turcomana. Todos os Thoroughbred modernos são originados destes três garanhões, e de uma quantidade maior de éguas de raça inglesa.
Os cavalos desta raça são usados principalmente para corridas, mas também são treinados para outras disciplinas de montaria como salto, treinamento combinado, polo e caça a raposas. Eles também são comumente combinados para criar novas raças ou para melhorar raças já existentes, e possuem bastante influência na criação do Quarter Horse, Standardbred, Anglo-Árabe, e outras diversas raças de sangue morno.
Os Thoroughbreds de corrida trabalham em sua máxima capacidade, o que resultou em altos índices de acidentes e problemas de saúde, como sangramento dos pulmões, baixa fertilidade, corações pequenos demais e cascos pequenos demais para suas patas e o tamanho de seu corpo. Existem diversas teorias acerca das razões por trás dos acidentes e dos problemas de saúde da raça Thoroughbred, e a pesquisa continua.
(...) Os de boa qualidade possuem uma cabeça bem cinzelada em um longo pescoço, cernelha alta, peito fundo, costas curtas, boa profundidade nos quartos traseiros, corpo esguio e longas pernas. (...) A altura varia entre 1,57m e 1,73m, e as cores mais comuns são castanho escuro, castanho claro, preto e cinza. Os brancos são muito raros. (...) Os Thoroughbreds que possuem mais de uma cor, como os Pinto e Appaloosa, não são considerados pertencentes à raça por muitos centros de registro de cavalos. (...) Os nascidos no hemisfério norte são oficialmente considerados um ano mais velhos no primeiro dia de janeiro de cada ano; os do hemisfério sul são considerados oficialmente um ano mais velhos no primeiro dia de agosto de cada ano. Essas datas artificiais foram estabelecidas para propiciar um padrão para a inscrição em corridas para grupos de cavalos de determinadas idades.
(...) Ao contrário do que acontece com um significativo número de raças registradas hoje em dia, um cavalo não pode ser registrado como um Thoroughbred (sob o registro do Jockey Club) caso não seja concebido de maneira natural: o acasalamento testemunhado de uma égua com um cavalo. Inseminação artificial e transferência de embriões, apesar de comumente utilizadas e autorizadas em muitos outros registros de raças de cavalos, não podem ser utilizadas em Thoroughbreds.
(...) Uma razão é que há grande possibilidade de erro em criar uma raça pura através da inseminação artificial, e apesar de testes de sangue e DNA eliminarem grande parte dessas preocupações, a inseminação artificial requer uma manutenção de registros mais detalhada. A razão principal, contudo, pode ser econômica. Um garanhão tem um número limitado de éguas com as quais ele pode realizar o acasalamento. Assim, a prática previne uma oferta excessiva de Thoroughbreds no mercado. (...) Ao fazer com que um cavalo acasale com somente duzentas éguas por ano ao invés de duas mil (como seria possível com a inseminação artificial), a prática também preserva os altos preços pagos pelos cavalos das linhagens mais nobres ou populares. (...) Um cavalo desta raça custa em média US$ 107 mil. (...) Mas as médias podem enganar. O Thoroughbred mais caro foi o Green Monkey, vendido em 2006 por US$ 16 milhões. Ele nunca venceu uma corrida e foi aposentado em 2008. Em fim de carreira, mesmo o mais bem-sucedido dos Thoroughbreds pode ser vendido pelo quilo, por algumas centenas de dólares, para virar carne enlatada de cavalo.
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Thoroughbred
A biografia de um cavalo garanhão
A Boa Vida
Duas senhoras dinamarquesas - mãe e filha - residem no ensolarado litoral português. Durante suas vidas, elas tiveram dinheiro suficiente para viver a boa vida: trabalho zero combinado a todo o tipo de prazer. Mas elas têm um problema: a fortuna acabou.
A Boa Vida é um documentário sobre como ser pobre quando você está acostumado a ser rico. Através dessa história simples, o filme desdobra um complexo conto sobre o inevitável destino de um família, sobre status e dinheiro, sobre eventos cruciais na história europeia, e sobre uma menina que cresceu acreditando que dinheiro cresce em árvores.
"Você não me preparou para nada disso. Eu fui criada para herdar montanhas de dinheiro, e elas não estão aqui."
A PERUA COM LUZES(e não são as do cabelo)
Meu nome é Maria Deodorina Palhares da Silva, mas só os que me odeiam muito me chamam assim. Para os que me toleram, sou Lillydebsy Palhares, com ênfase no primeiro ípsilon. Gostar de mim mesmo, para valer, acho que ninguém gosta. Minha ocupação: perua. Nenhum constrangimento em admitir a classificação, e quem continuar lendo este relato entenderá os porquês.
Para começo de conversa, informo que ser perua dá muito trabalho, e que perua e madame não são a mesma coisa. Quase todas as madames são peruas, mas nem toda perua é madame. Madame é a perua endinheirada, mas o grosso das peruas pertence mesmo à classe média. Eu, por exemplo, estou longe de ser madame. Tenho de dar duro para receber em dia e administrar direitinho as três pensões dos meus ex-maridos, já que nenhum deles é milionário. Ou melhor, um até foi, mas o imbecil engravidou uma vendedora da Daslu antes de capotar com o Lincoln Navigator, e eu dancei na hora da partilha.
Sou uma perua engajada e com consciência de classe. Abomino a noção de que a perua é uma criatura alienada, preguiçosa e sem luzes - exceto pelas que faz no cabelo. Acredito que uma boa perua precisa ler. Eu mesma li bastante, principalmente na juventude. Começando com O Pequeno Príncipe, encarei mais de sete livros nesta vida, se não exagero um pouco. Li, por exemplo, João Cabral, escritor que tinha uma beleza de sobrenome: Melo Neto. Pena que seu nome mesmo fosse de pobre. Mas imagine se ele se chamasse Plínio Melo Neto, Afrânio Melo Neto, ou adotasse um apelido chique, como Bubsy Melo Neto. Aí sim, seria perfeito.
Foi baseada num livro do Melo Neto (acho que chama Os Grandes Sertões) que criei uma frase que hoje toda perua repete por aí, sem saber que é minha: "A perua é antes de tudo uma forte". Por quê? Ora, porque faz plástica no nariz antes dos quinze, apela para as próteses de silicone antes dos vinte, aplica botox antes dos 25, e entra na lipo antes dos trinta. Tudo isso para aparentar 39 anos, idade espiritual perfeita, o preciso tempo-espaço de uma perua de truz. Não importa se ela tiver 18 ou 68 anos, a perua terá sempre 39.
Sou, como disse, uma perua com tanto orgulho que, quando o flanelinha grita "deixa solto, madame", corrijo: "Madame não, perua". Além de sincera, a correção economiza uns trocados. Isso porque os flanelinhas têm uma espécie de tabela de preços embutida na saudação. Deixem-me explicar. É assim: o flanelinha chamou de "chefia", são 5 reais. Se chamar de "major", são 10 reais. Chamando de "bacana", não sai por menos de 15 dólares. Com mulher é a mesma coisa. "Minha tia" é o mais barato, e "madame", o mais caro. A categoria perua ainda não adquiriu, digamos, consentimento social para ser abertamente utilizada. Espero que a publicação desta modesta contribuição possa colaborar para a compreensão da peruíce.
Por falar em expressões, sinto vergonha pelas peruas que entopem seu falar com palavras estrangeiras. É coisa brega, de perua anos oitenta Gosto mesmo é de usar bem o português, de aprender palavras novas. Meu atual namorado, um cara que trabalha com corporate banking, me ensinou uma ótima, que eu usei outro dia numa discussão com a minha filha de 27 anos: "Você não deveria jeopardizar a nossa relação com críticas infundadas". Ela ficou passada, menina, precisava ver. Adorei esse verbo. Vou até repeti-lo: jeopardizar. Isto sim é falar bem.
Deus nos livre das peruas iletradas. Pior que perua que fala errado, só mesmo a que compra bolsa pequena da Gucci ou usa um sobretudo de qualquer marca que não seja Burberry. (Em tempo: vejam vocês como o Bill Gates não entende nada de língua portuguesa. O programa do Word pintou de verdinho a palavra "sobretudo", por achar errado ela não vir entre vírgulas. Ora, dá para confiar num programa que, sobretudo, não sabe distinguir um sobretudo do outro?)
Perdoem se me detenho mais nos temas culturais que em aspectos fúteis do consumismo. Cultura é bom, mas não enche barriga. Por exemplo: salgadinhos em vernissage não dispensam, na seqüência, um bom lounge (outra palavra cujo significado - "longe" - aprendi com o Rasheed, meu namorado). Ocorre que fui informada de que esta é uma revista cabeçona, tipo assim, de cultura mesmo. E é só por isso que estou me esforçando para mostrar o meu lado mais "conteúdo". (Cá entre nós, esse nome é pobrinho, pobrinho. Por que não chamar a revista de Paris, Petersburgo, ou mesmo Praga? Ou Prada? Ai, Prada seria ma-ra-vi-lho-so!) Outrossim (mais uma do Rash), se a cultura nos aborrece, mudemos de assunto. Falemos de qualidade de vida.
Por incrível que pareça, as peruas agora deram para fazer esporte. Equipadas com tênis de 1 900 reais, que tocam mp3, e meias cor-de-rosa, fazendo ton sur ton com as faixinhas lilases de prender os cabelos de aplique, começamos nas aulas de aerolambada, passamos para os salões de musculação e agora resolvemos até correr. Preciso dizer que temos mostrado muita perseverança. Afinal de contas, não é nada fácil trotar com aquelas imensas bolas de silicone pulando para cima e para baixo, esbofeteando os rostos de suas próprias donas a cada pisada na esteira. Existem ainda outras dificuldades, como a maquiagem pesada, que derrete com o suor e arde um bocado nos olhos. Ou a trabalheira que dá - quando a atividade é ao ar livre ou se a academia permite - correr com um poodle enroscado nas pernas. Isso sem falar no calor gerado pelo inevitável casaquinho amarrado na cintura, aquele que usamos para esconder o bumbum, uma das únicas partes do corpo humano para a qual a cirurgia plástica ainda não apresentou respostas minimamente satisfatórias.
Apesar de tantos esforços em tão diferentes campos, as peruas estão longe de obter o respeito da sociedade. Infelizmente, para cada perua no estilo Marta Suplicy existe uma dúzia no modelo Paris Hilton. Não há termo de comparação entre as duas. Marta Suplicy é perua com conteúdo e firmeza de propósitos, que até trabalha - e que fez muito bem em roubar o sobrenome do ex. Eu fiz a mesma coisa com o Palhares. Silva, de novo, nem morta. Já Paris Hilton, que é menina e já aparenta ter 39 anos, é o exemplo do que a classe não precisa, apesar do lindo nome de cidade e do belíssimo sobrenome de hotel. A garota é uma viagem desde a pia batismal! Fico pensando que seu nome do meio talvez seja United ou Delta. Divagações à parte, o fato é que, se eu pudesse resumir tudo o que contei em uma única frase, diria que só no dia em que tivermos mais martas do que parises é que as peruas serão, enfim, respeitadas como merecem.
Antes de encerrar, gostaria de aproveitar o espaço que me foi franqueado (fico impressionada com a sofisticação da minha escrita) para convidar os leitores para o meu brunch de aniversário, que será realizado na praça de alimentação do Shopping Iguatemi. No Rio, amigas cariocas, o encontro será no Fashion Mall. O dinheiro anda curto, isso é fato - mas o importante é que os festejos serão em lugares chiquérrimos. Vale lembrar que, na ocasião, comemorarei meus 39 aninhos.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Referências coreográficas
Ser inteligente aumenta suas chances de falir
Lenda Carioca- o homem que soube morrer
Além de ter sido um dos playboys mais famosos da história, Jorginho era um grande estudioso de jazz e, em 1953, publicou Jazz Panorama, o primeiro livro sobre jazz escrito no Brasil. Reeditado pela José Olympio, o livro está nas livrarias. Anos depois, em 1997, publicou Um século de boa vida, contendo suas memórias, mas está esgotado.
Em vida, ele se gabava de ter seduzido as atrizes Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Romy Schneider.
Ao morrer, ele estava acompanhado de enfermeiros e funcionários, e morreu dormindo. O corpo será velado no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde será enterrado.
Símbolo do playboy culto, requintado e bem relacionado - O ex-milionário Jorginho Guinle foi um símbolo do refinamento e um dos primeiros divulgadores do Rio no exterior. O homem mais incensado pela sociedade carioca, especialmente nas décadas de 30, 40 e 50, calculava ter gasto cerca de US$ 20 milhões em viagens, festas e presentes para belas mulheres e para as atrizes mais cobiçadas de Hollywood. Era considerado um playboy na melhor essência do termo, ou seja, um homem culto, requintado, bem relacionado e que se orgulhava de nunca ter trabalhado na vida.
No Copacabana Palace, hotel que o seu tio construiu, em 1923, e que freqüentava desde os 7 anos de idade, ele chegou por volta das 14 horas de quinta-feira, para sua última estadia. Foi recebido com flores e frutas e um milk-shake de baunilha com calda de caramelo,
especialidade que ele costumava pedir ao maitre Ronaldo. Foi hospedado em uma suíte de frente para a piscina, no anexo do hotel, cuja diária custa R$ 1.300,00.
Segundo a relações-públicas do hotel, Cláudia Fialho, amiga dele há 20 anos, Jorginho estava sem muito apetite. Ainda assim, almoçou estrogonofe de frango e depois comeu sorvete de framboesa. À noite, foi servido um chá, em louça inglesa. Ele assistiu a um documentário sobre o jazzista Benny Goodman e, mais tarde, à novela Chocolate com Pimenta. Ao sair do hospital e saber que ia para o hotel, disse: "agora eu vou para o céu. Vou para o Copacabana Palace".
O amigo Mariozinho de Oliveira contou que o amigo sabia que a morte estava próxima. “Os médicos disseram que a chance dele sobreviver à cirurgia era de apenas 1%. Ele estava muito mal. Sabia que ia morrer e queria morrer”. Há dois meses, ele havia passado por uma operação de urgência para colocar uma prótese na aorta. “Desde então, ele estava abatido, se alimentando e bebendo pouco”, contou Mariozinho, que fazia parte do Clube dos Cafajestes, grupo de playboys dos anos 50 que reuniu nomes como João Saldanha, Fernando Lobo, Paulo Soledade e Carlinhos Niemeyer.
Seu primo Eduardo Guinle, disse que ele fez um trabalho fundamental: divulgou a
imagem do Rio no exterior. “O Jorge foi um dos grandes responsáveis pela internacionalização da cidade, pois viajava muito e convidava muitos artistas para vir aqui”, disse ontem Guinle, observando que, com a morte do primo, morre também uma parte importante da cidade. “Ele foi um dos últimos símbolos de charme, elegância e educação de um Rio mais tranqüilo, mais
civilizado. Ele amou o Rio tanto quanto as mulheres que teve”.
Eduardo contou que o fato de ter gasto toda a sua fortuna e viver, nos últimos anos, de favor na casa de amigos não incomodou Jorginho. “Ele nunca conjugou o verbo trabalhar. Mas isso não o incomodava. Tinha muitos amigos e continuava almoçando e jantando no Copacabana Palace, a convite da administração do hotel. Ele soube aproveitar muito bem a vida e teve uma vida tranqüila no final”, contou, acrescentando que, atualmente, ele estava morando na casa da terceira mulher, Maria Helena Guinle, em Copacabana.
No ano passado, passou três meses hospedado na casa da socialite Ruth de Almeida Prado. Muito resfriada, ela não pôde ir ao enterro por causa do risco de uma pneumonia e falou pouco sobre o amigo. “Ele já dizia que preferia morrer. Por isso não quis operar. Acho que para ele foi a melhor solução, pois os riscos eram muito grandes. Além disso, tem uma hora que você já está cansado mesmo. Ele adorava muito a vida, mas não tinha nada contra a morte”, revelou ontem Ruth.
Ele contava com a solidariedade também de Olavo Monteiro de Carvalho, do grupo Monteiro Aranha.
Quando morreu, ganhou a primeira página do New York Times.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Quebrou.

A norte-americana Kodak, gigante e pioneira mundial da fotografia de massas há mais de 100 anos, anunciou nesta quinta-feira que declarou falência junto de um tribunal de Nova Iorque para se poder reestruturar.
A sofrer com a mudança maciça dos consumidores para a fotografia digital, a empresa diz que este pedido de falência, que lhe dará protecção face aos credores, visa a obtenção de liquidez nos EUA e no estrangeiro para rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica, resolver o passivo e, assim, permitir à empresa que se concentre nas linhas de negócio mais valiosas. (ou seja, declarar falência não significa parar com as atividades. Não é necessariamente o fim mas é, sim, um meio de manter a sobrevida).
O pedido de falência não abrange as subsidiárias fora dos EUA, que vão continuar a honrar todas as obrigações, segundo se lê no comunicado que a empresa publicou no site. A empresa espera pagar salários nos EUA e manter os serviços aos consumidores.
A Kodak tem estado com dificuldades financeiras crescentes, foi ameaçada de expulsão da Bolsa de Nova Iorque devido à brutal queda do valor das acções e obteve agora uma linha de crédito de 950 milhões de dólares, a ano e meio, do Citigroup.
“A Kodak está a dar um passo significativo para completar a sua transformação”, disse o presidente executivo, Antonio M. Perez, citado no mesmo comunicado.
O mesmo responsável realçou que o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, a que a empresa recorreu, lhe dá “as melhores oportunidades para maximizar valor em duas partes críticas” da sua tecnologia: “as patentes de captura digital, que são essenciais para uma vasta gama de aparelhos móveis e outros aparelhos de electrónica de consumo”, e as tecnologias de impressão e armazenamento de imagem, “que dão à Kodak uma vantagem competitiva” no crescente negócio digital.
Mas a empresa tem sido criticada justamente por, há cerca de uma década, não ter iniciado com o vigor necessário a transição para o digital.
“São uma empresa presa no tempo”, disse um professor da Universidade Reyrson de Toronto, Robert Burley, citado pela Bloomberg. “A sua história era tão importante para eles, esta rica história centenária em que fizeram muitas coisas espantosas e muito dinheiro pelo caminho. Agora a sua história tornou-se um passivo”, acrescentou. (a necessidade de se atualizar a cada segundo para se manter sempre na vanguarda do próprio tempo, estar sempre a frente dos outros, como numa corrida de cavalos).
A Kodak, símbolo do capitalismo norte-americano, foi criada por George Eastman, que inventou o filme fotográfico, e chegou a Portugal em 1919. O primeiro produto da Kodak no país foi a câmara Brownie, lançada em todo o mundo, a um dólar, em 1900.
fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/kodak-accionou-pedido-de-falencia-e-quer-reorganizar-a-actividade-1529737
“No dia em que exércitos inimigos possam aniquilar-se em um segundo, todas as nações civilizadas — ao menos é de se esperar — evitarão a guerra e desmobilizarão seus soldados [...]"
Colapso, um documentário de terror
Michael Ruppert, um repórter investigativo americano que previu com anos de antecedência a crise econômica mundial de 2009, relata, em 90 minutos, como o mundo vai ruir nas próximas décadas.
PS: Susana, me interessam essas imagens antigas de mercado financeiro.
99% - Histórias de falências

http://wearethe99percent.tumblr.com/
Tem muita coisa diferente nessa maneira de protestar. É como a Jana me convenceu: a gente não deveria ter que propôr uma solução para um sistema que não tem conserto.
OBEY, de Shepard Fairey





Shepard Fairey é um dos principais artistas gráficos de rua em atividade. Seu trabalho parte de uma premissa básica: "questione tudo". Ironicamente, o conjunto de sua obra é chamado de OBEY ("obedeça"), e muitas vezes o rosto de um ditador, referência ao Big Brother de "1984", vem acompanhado dessa palavra. As peças retratam a ganância corporativista, a falência do capitalismo e o poder obsoleto dos governos. As cores da propaganda totalitarista (vermelho, creme e preto) dominam a imagem (vide anúncios do regime soviético do início do século XX e as artes de filmes como "1984", "Brazil" e "V de Vingança"). Ele ficou famoso com os pôsteres da campanha de eleição do Obama em 2008 (notoriamente HOPE e CHANGE), mas em 2011 se juntou ao movimento Occupy Wall Street, se autoparodiando em prol de uma nova mudança.
Mais sobre OBEY aqui: http://obeygiant.com/industries
sábado, 28 de janeiro de 2012
Rapa das Bestas
Horses from Stollywood. on Vimeo.
"Todos os anos, nos finais de semana de junho a agosto, os habitantes da Galícia, região no Noroeste da Espanha, realizam um ritual que tem registros há pelo menos 2 mil anos. Chamado de "rapa das bestas", essa espécie de festival começa com a captura de cavalos selvagens nas montanhas da região.
Aos gritos, os camponeses da região conduzem os animais para as áreas mais baixas, onde serão reunidos numa arena ou curral, o "corro". Mais tarde, nesse local entrarão também os "agarradores", criadores mais experientes, que tentam agarrar e imobilizar os cavalos.
Uma vez subjugado, o bicho é marcado e tem sua crina cortada. Os animais geralmente são soltos após o espetáculo, voltando para as montanhas. O ritual nasceu da necessidade da captura de exemplares para montaria e para servir como alimento.
Hoje, no entanto, a tradição se mantém como um festival cultural, atraindo turistas à Galícia. Pelo menos 20 comunidades galegas realizam anualmente suas "rapas"." (Fonte: Globo Rural)
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Quem não faz poeira come poeira.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O Cavalo de Balanço Vencedor
RESUMO

"Retrata a obsessão de um rapaz com a sorte e como ele pode trazer dinheiro para sua família. Acostumada a luxo, os pais de Paul (nome do menino) vive acima das suas possibilidades, contraindo dívidas e colocar enorme pressão sobre eles para ganhar mais. A mãe dele é infeliz, acreditando que suas dificuldades financeiras devido ao fato de que ela se casou com um homem sem sorte. Seu desespero silencioso é transmitido a seus filhos, especialmente Paul, que fica resolvida a sorte de encontrar, por qualquer meio. Sua casa em si, parece absorver seus pensamentos, ampliando-as e atormentando Paulo e suas duas irmãs por sua "sussurrar" constante. Paul descobre que montando o seu cavalo de baloiço que pudesse "conhecer" o vencedor de uma corrida de cavalos. Ele confessa o seu segredo para Basset, o jardineiro, e mais tarde ao seu tio Oscar Cresswell, que está convencido de que as previsões do menino dos vencedores vir a passar. Paulo partes secretamente parte dos seus ganhos com sua mãe, fazendo parecer que alguém tinha presenteou-lhe com £ 5.000. Mas ao invés de parar, as vozes na casa em silêncio gritar por mais dinheiro. Para acalmá-los, Paul tenta conhecer os vencedores das próximas corridas, mas não conseguia, e ele fica desesperado dia a dia. Ele monta seu cavalo de baloiço em freneis até que uma noite sua mãe o encontra sozinho em seu quarto. Paulo entra em colapso e entra em coma, gritando o nome do vencedor do Derby, Malabar, que é uma grande desvantagem. Seu tio e fazer apostas Basset grande sobre o cavalo, que ganha de fato. Trazem Paulo a boa notícia: ele já ganhou alguns £ 80.000. O menino exulta de seu delírio, mas mais tarde naquela noite, ele morre. Dinheiro ou o desejo por ela, encontra-se no tema desta história. pais de Paul são amaldiçoados com a necessidade permanente de manter seu estilo de vida caro. Hester, mãe de Paulo, não está contente ao receber a carta informando-a do dom de £ 5.000 a serem pagos em prestações no prazo de cinco anos - ela quer todo o lote de uma só vez. Mas a "casa" em si não está satisfeito: ele se torna mais voraz do que nunca. O autor pode ter usado o elemento sobrenatural nesta história para adicionar à tensão, a emoção, para criar o clima de tensão que se acumula ao clímax assustador. Quase todo mundo sonha de ganhar uma fortuna. Tal sonho se torna uma obsessão quando se é confrontado com a falência, ou processos, ou ter que manter as aparências. O cavalo de balanço de madeira simboliza a inocência de uma criança e sua crença inabalável na magia e maravilhas. Paulo poderia, assim, ter fé em seu cavalo de baloiço, pedindo-lhe para realizar uma façanha que seria imprudente de pedir a uma pessoa real. O desejo insaciável de riqueza tem uma forte influência na forma como os homens vivem. Mais frequentemente, leva-los na estrada para a perdição. A Winner Rocking-Horse mostra como tal atitude poderia desencadear forças negativas em uma casa e desenvolver os misteriosos poderes de uma criança, preocupado com a "sussurrar" constante da casa, para encontrar o dinheiro por querer."
domingo, 22 de janeiro de 2012
Trechos do livro "A ciência de enriquecer".
É um dado assente que este livro apresenta de modo pormenorizado os princípios da ciência de enriquecer. E se isto é verdade, então o leitor não precisa de ler mais nada sobre o assunto.
Não sinta raiva de políticos corruptos; se não fossem os políticos, cairíamos na anarquia e a oportunidade do leitor seria imensamente diminuída.
Transmita a impressão de progresso a tudo o que faz, de modo que todas as pessoas fiquem com a impressão de que é um Indivíduo Progressista e de que faz avançar todos aqueles que negociam consigo. Mesmo às pessoas que conhece socialmente, sem qualquer ideia de negócio, e a quem não tenta vender seja o que for, deve transmitir a ideia de acréscimo.
Muitas pessoas zombarão da ideia de que existe uma ciência exata para enriquecer; socorrendo-se da impressão de que os recursos de riqueza são limitados, insistirão que as instituições sociais e governamentais têm primeiro de sofrer modificações para que uma quantidade razoável de pessoas consiga um salário minimamente decente.
Mas isso não é verdade.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Para entender as partes II
Para entender as partes
São quatro os ‘andamentos’ naturais dos cavalos. Ou seja, as maneiras como eles se deslocam quando em movimento. São eles: passo, trote, cânter (meio galope ou galope macio) e o galope pleno.
É o andamento natural, a quatro tempos, marcado pela progressão de cada par lateral de pés. Quando o deslocamento começa com a perna posterior esquerda, a sequência é: posterior esquerda, dianteira esquerda, posterior direita e anterior direita. No passo calmo, os pés de trás tocam o solo adiante das pegadas feitas pelos pés da frente. No ordinário, os passos são mais curtos e mais elevados, e os pés de trás tocam o solo atrás das pegadas dos pés dianteiros. No alongado, os pés de trás tocam o chão antes das impressões dos pés da frente. No livre, todo o esquema é prolongado.
É o andamento simétrico, a dois tempos, em que um par diagonal de pernas toca o solo simultaneamente e, depois de um momento de suspensão, o cavalo salta apoiado no outro par diagonal. Por exemplo: no primeiro tempo, o pé anterior esquerdo e o pé posterior direito pousam no solo juntos (diagonal esquerda). No segundo tempo, o pé dianteiro e o pé traseiro esquerdo pisam juntos (diagonal direita). No trote o joelho jamais avança à frente de uma linha imaginária perpendicular ao topo da cabeça do animal até ao solo. As estilizações supremas do trote são o piaffer, em que o cavalo, sem avançar fica batendo no chão, trotando parado, alternadamente, com os pés dianteiros e a passagem, em que ele se desloca para o lado, trocando os pés, sem avançar.
O Cânter (Galope curto):
O Cânter é o andamento a três tempos, em que o cavalo avança com a perna dianteira direita quando gira para a direita e vice-versa. Quando o cavalo tenta virar para a esquerda avançando com a perna dianteira direita, portanto, a do lado de fora no movimento, esse avanço é chamado um ‘avanço falso’ ou cânter com a perna errada. A sequência de pisadas que dão as três batidas rítmicas no chão são, quando o movimento se inicia com a perna dianteira direita: posterior esquerda, esquerda diagonal (em que as pernas dianteiras e traseira esquerda, tocam o solo simultaneamente) e, por fim, perna dianteira direita – dita ’ de guia’.
Galope é o mais rápido dos quatro andamentos naturais. Descrito habitualmente como um andamento a quatro tempos, sofre variações na sequência de acordo com a velocidade. Com a perna dianteira direita na liderança, a sequência de pisadas é a seguinte: posterior esquerda, posterior direita, dianteira esquerda, dianteira direita, ao que se segue um período de suspensão total, em que todos os pés estão no ar. Um puro sangue inglês galopa a
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Luck
Série nova da HBO passada no mundo das corridas de cavalo. Pras nossas imagens feitas no Jockey. Ou talvez não. Mas assim que sair o primeiro episódio eu baixo pra gente assistir.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A paranóia da segurança
"Arma é poder, poder é segurança."
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
confessions tour II
já este segundo vídeo é, na verdade, o vídeo inteiro da projeção que aparece durante a música acima. Durante todo o show da Madonna há projeções que dialogam com o que está sendo feito no palco. Lucas e Susanna, pensei em vcs:
confessions tour I
a penúltima turnê da Madonna teve como referência (pelo menos até o vigésimo minuto) o universo do cavalo. Abaixo seguem algumas imagens do dvd. Júlia, penso em vc nesta postagem por conta do figurino e visualidade..
Em uma próxima postagem vou tentar botar aqui no blog os momentos iniciais do show(onde o corpo tb faz parte da pesquisa através das coreografias).




Quem se interessar pelo dvd, eu tenho aqui ! ;)
domingo, 8 de janeiro de 2012
Jô Soares entrevista Narcisa Tamborindeguy 26/11/2010 (Parte 1 de 2)
Assistam a segunda parte da entrevista no Youtube.
Memória do Saqueio
After the fall of the military dictatorship in 1983, successive democratic governments launched a series of reforms purporting to turn Argentina into the world's most liberal and prosperous economy. Less than twenty years later, the Argentinians have lost literally everything: major national companies have been sold well below value to foreign corporations; the proceeds of privatizations have been diverted into the pockets of corrupt officials; revised labour laws have taken away all rights from employees; in a country that is traditionally an important exporter of foodstuffs, malnutrition is widespread; millions of people are unemployed and sinking into poverty; and their savings have disappeared in a final banking collapse. The film highlights numerous political, financial, social and judicial aspects that mark out Argentina's road to ruin.
http://www.imdb.com/title/tt0457591/
sábado, 7 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Cavalos falsos
Maravilhosas marionetes construídas para a peça britânica "War Horse". O mais interessante (mais ou menos a partir de 03'55") é o estudo feito acerca da movimentação, da postura e do comportamento dos cavalos, com o intento de traduzir essas formas e padrões a partir de materiais pré-fabricados, inorgânicos, antinaturais.