sexta-feira, 1 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
Justo uma imagem | Denise Stutz e Felipe Ribeiro
"...Um gesto que se quer só um gesto, um movimento, um corpo. Uma cor, varias cores que querem uma imagem, uma cidade."
quarta-feira, 9 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Björk - Oceania
o reflexo da luz na aplicação de pedras no rosto dela.
as inserções de movimentos de luz.
o clarão de algumas imagens.
este branco rico em reflexo e glória.
os pequenos seres vivos.
as purpurinas.
ou aquilo que eu chamei de purpurina.
sábado, 5 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
The Weather Project
"Como habitantes, crescemos nos acostumando ao fato de o tempo ser mediado pelas cidades. Isso acontece de muitas maneiras, em vários níveis coletivos que variam das experiências hipermediadas (ou representacionais), como a previsão do tempo na televisão, às experiências mais diretas e tangíveis, como simplesmente se molhar ao andar na rua num dia chuvoso. O equilíbrio entre os dois extremos seria sentar dentro de casa e observar pela janela uma rua ensolarada ou chuvosa. A janela, como a fronteira entre o sujeito e o exterior, media a experiência dele com o tempo exterior. Eu acho que existe, muitas vezes, uma discrepância entre a experiência de ver e o conhecimento ou a expectativa sobre o que estamos vendo." (Olafur Eliasson)
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Também andei pensando umas coisas...
A Aline de costas cantando é um ruído muito interessante. Ela está "fora de quadro", mas completamente presente. Um extra-campo que eu só tinha presenciado antes no cinema. Talvez todas essas pessoas que aparecem no espetáculo também estejam fora de quadro. Acho que dialoga muito com o texto do Rafa. Presenças desgovernadas. "Você disse algo que não entendi, mas lembro".
Pessoas falam continuamente, mas não se ouvem. Talvez as interjeições tenham um grande papel no texto. "Olha, (antes do ônibus partir...)"; "Por favor, não me interrompa!" Os imperativos também. Os atores esboçam uma ligação que não se completa. "Alô?" "Alô?" "Você está ai?" “Você está me ouvindo?” A fala abafada, pela fita crepe ou pelo jornal, também me interessa. Talvez o vídeo possa funcionar como mais um elemento que tenta estabelecer "contato". Que reforça a tentativa de comunicação. Já a campainha interrompe. Gosto disso.
Penso muito em uma projeção reprimida, desenquadrada. Recortes de uma história de não-ditos, de paixões recalcadas, de relações falidas. Pessoas que vivem “fora de quadro”. Na grande cidade. Sob a luz neon. OPEN 24H
As relações parecem transitar em corda-bamba, tão frágil é o equilíbrio. A qualquer momento algo vai romper, se perder, não ser compreendido. "Compreende?"
Fiquei pensando sobre tempo. Temporalidade. Estar. Não estar. Presente. Quanto tempo é muito tempo? "O relógio da cozinhou parou...Tá parado há dois anos." Como a gente mede o tempo? “Um cigarro e vamos” “Só mais um café”
Fred diz: "Eu to sem..." E lista uma séria de faltas, fala sobre o que não se tem. Não é sobre insatisfação, é outra coisa. Ainda não descobri.
Nati começa um riso em semi-descontrole. Fora de hora. Remete a desespero, a deboche. De qualquer forma, o riso distancia do momento anterior: a conversa na mesa com o Gunnar. Acabou. Perdeu. Ela já não está mais ali.
Quando a Marília subiu fazendo a árvore, Aline começou a cantar "quero ficar no seu corpo feito tatuagem". Desejo de permanência. De dar conta do tempo, se apropriar dele. Que talvez também implique em se apropriar do outro. Do espaço do outro. Do que existe entre um corpo e outro. Esse meio.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Moderat
Moderat é um coletivo alemão de música eletrônica com um trabalho muito forte de projeção durante seus live sets. Esse vídeo pra "Les Grandes Marches" é maravilhoso.
domingo, 25 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Núcleo Artérias | Fronteiras Móveis
(Texto daqui)
Para aproveitar um espetáculo de dança contemporânea, é preciso entrar no clima. Se a perturbação inicial falar mais alto, arrisca-se perder uma experiência da qual poderia tirar proveito para a “vida real”. As apresentações de Fronteiras Móveis em Curitiba, sábado e domingo, prometem transportar o espectador para um estado de reflexão sobre o medo nas cidades. Motivados pelo pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, de 85 anos, os paulistas do Núcleo Artérias trazem ao Teatro José Maria Santos um trabalho baseado na vulnerabilidade do corpo e na instabilidade das relações interpessoais.
Para traduzir isso para a dança, a coreógrafa Adriana Grechi usou a estrutura de um jogo na criação do espetáculo. Os bailarinos entram e saem de cena rapidamente, sozinhos ou em interações que sugerem a desconfiança das ruas e até o conflito.
Para Adriana, essa apreensão cotidiana modifica a maneira como nos movemos no dia a dia, obrigando-nos a prestar atenção a muitas coisas ao mesmo tempo. “Estamos sempre indo para um lugar e ao mesmo tempo olhando para o lado, para trás, em um constante estado de atenção”, explicou Ana à Gazeta do Povo.
Essa característica moderna vira no espetáculo de dança uma provocação, que tira proveito da grande proximidade com a plateia, tornando a obra interativa sem ser agressiva. E a trilha sonora, bem colocada, contribui para o estado de tensão.
Por fim, um elemento importante para essa exposição de nossas neuroses urbanas é a captação de vídeo ao vivo e a imediata projeção num telão. Esse recurso tem se repetido em espetáculos de dança, pelo jeito porque dá certo: ver closes dos rostos dos atores – com olhos que também dançam – contribui para a identificação com o trabalho que está sendo executado no palco.
As várias câmeras funcionam como circuitos internos de segurança, vigiando os artistas o tempo todo. “Todos viram caça e caçador”, explica Adriana.
Fronteiras Móveis faz parte da Trilogia Líquida, em que o núcleo de dança vem, há alguns anos, traduzindo o pensamento de Bauman para o palco. O título é inspirado em seu livro Medo Líquido, de 2008.
Naquele mesmo ano, o capítulo que agora chega repaginado a Curitiba recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) para criação em dança. Outras questões já abordadas pelo grupo em seus trabalhos são a incerteza, o consumismo e a espetacularização.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Depois desse dia.
Alguém está tentando acreditar
Que as coisas vão melhorar ultimamente.
A gente não consegue
Ficar indiferente debaixo desse céu
Você não sabe o quanto voei,
O quanto me aproximei de lá da Terra
Num apartamento perdido na cidade,
Alguém está tentando acreditar
Que as coisas vão melhorar ultimamente.
No meu apartamento
Você não sabe quanto voei,
O quanto me aproximei de lá da Terra
Na medida do impossível tá dando pra se viver.
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível
Como você e eu e o céu.
Num apartamento perdido na cidade
Alguém está tentando acreditar
Que as coisas vão melhorar ultimamente
A gente não consegue
Ficar indiferente debaixo desse céu.
Você não sabe o quanto voei
O quanto me aproximei de lá da Terra, não.
As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.
Na medida do impossível tá dando pra se viver
Na cidade de são paulo, o amor é imprevisível
Como você e eu e o céu
domingo, 11 de março de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Secretariat - The Ultimate Racehorse
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Cataploft: Sobre cair em pé
Demolir : "deitar abaixo, desmantelar, destruir, derrubar" Os maiores demolidores eram os bancos, principalmente em cidades do interior, onde agências proliferaram. "Ser demolidor é agradável", "É uma lição de vida. Aprendi muito sobre as pessoas e sobre si mesmo fazendo demolições". (Os trechos tirei daqui) |












