GAROTAS DE PROGRAMA DE MADRI DIZEM QUE “GREVE” SÓ ACABARÁ QUANDO INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS OFERECEREM LINHAS DE CRÉDITO MAIORES PARA FAMÍLIAS CARENTES E EMPRESAS
Prostitutas de luxo de Madri estão decretando greve de sexo aos seus clientes banqueiros, reportou nesta terça-feira (27/03) o tablóide britânico Daily Mail. Elas pedem para que os funcionários das instituições financeiras abram linhas de crédito para oferecer a famílias carentes e empresas à beira da falência.
A Espanha enfrenta atualmente uma de suas piores crises econômicas, com as taxas de desemprego atingindo 23%. Com as incertezas sobre o mercado de trabalho e pouco dinheiro circulando no país, os bancos diminuem a oferta de crédito a seus clientes.
As garotas de programa dizem que a paralisação continuará até que os banqueiros “cumpram suas responsabilidades sociais” e comecem a oferecer empréstimos maiores à população. “Nós somos as únicas com capacidade real de pressionar o setor”, disse a principal associação de prostituição do país.
Segundo o tablóide, os banqueiros têm tentado contornar o protesto, dizendo que são arquitetos ou engenheiros às prostitutas, mas a tentativa não tem funcionado. Os executivos dos bancos até já acionaram o governo para tentar mediar o assunto.
Para a prostituta conhecida como AnaMG, a paralisação não deve durar muito. “Estamos em greve há três dias e eu não acho que eles agüentem mais tempo”, disse. Ela conta que a ideia veio de Lucia, uma das mulheres da associação, que disse que só faria sexo com o funcionário de um banco se ele concedesse um empréstimo a um conhecido.
A greve de sexo das prostitutas de Madri vem em um momento em que toda a Espanha se prepara para iniciar uma greve geral, marcada para esta quinta-feira. Os trabalhadores protestam contra o elevado grau de desemprego no país e pedem mudanças nas leis trabalhistas – que tornam mais barato para as empresas despedirem seus empregados.
http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2012/03/com-crise-prostitutas-de-luxo-de-se-recusam-fazer-sexo-com-banqueiros.html
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quinta-feira, 29 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
O ruivo
Quando eles abriram a porta houve um pequeno empurra empurra. Ele foi jogado sobre mim, ele se desculpou, nós começamos a conversar. Quase uma hora e meia esperando naquela espécie de depósito cheirando a camembert, até que um ruivo com cara de nada veio me atender. Ele sumia no meio de uma frase pra reaparecer com um novo monte de papel dizendo:"Pode continuar." Ele me interrompia o tempo todo dizendo:"Tá bom." Ele corrigia relatórios enquanto eu me esforçava para que prestasse atenção em mim. Uma mulher entrou com um pano na mão, pensei que fosse a faxineira, ela não se apresentou é claro. Ela me perguntou se eu havia sido despedido diversas vezes de empregos anteriores. Eu lhe perguntei se ela tinha tido o cuidado de consultar a minha ficha. Ela me respondeu que não se devia acreditar em tudo que as pessoas escrevem. Ela me olhou sorrindo e acrescentou:"Nem no que dizem." O ruivo queria saber quais eram os meus conhecimentos em matéria de embalagem. Recomeçar do zero. Quando éramos répteis abandonamos os pântanos.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Outro diálogo
Wallace: Nascido há 43 anos em Madagascar de pai médico militar e mãe sem profissão ambos falecidos casado uma filha último emprego diretor de vendas nos Estabelecimentos Bergognan o senhor não tem títulos universitários
Fage: Não senhor nada de canudos todos os meus títulos foram conquistados na vida Meus títulos são o lucro da empresa multiplicados por dois a cada três anos durante dez anos é uma receita multiplicada por 15 enquanto meus concorrentes estagnavam É a organização que deixo atrás de mim sólida pronta para enfrentar qualquer coisa é o ambiente que eu criei Um ambiente estimulante um ambiente fraternal que faz com que para cada um dos meus homens os interesses da empresa venham antes de qualquer coisa quando eu dizia vamos então íamos quando eu dizia é assim então era assim
Wallace: Quanto ganhava?
Fage: Com todas as comissões chegava a 91.000 bruto por ano
Wallace: E o senhor está pedindo
Fage: Para mim o salário não é o fator mais importante o que procuro antes de mais nada
Wallace: Apesar de tudo as pessoas na sua idade não se demitem sem mais nem menos sem garantir a retaguarda
Fage: De tanto fazer o que é razoável perde-se a dignidade
Wallace: Então explique
Fage: Ah uma história banal venda da empresa porque funcionava bem demais americanos que não entendem nada teria sido necessário que eu aceitasse continuar a trabalhar nessa firma onde tudo o que construí estava sendo desmontado
Wallace: Sua demissão teve de alguma forma para o senhor o valor de uma mensagem
Fage: Por que a gente trabalha? Para ganhar a vida? Mas que vida? Eu sei que a gente precisa ter uma ocupação eu vou me ocupar agora olhando este grão de poeira
Fage: Não senhor nada de canudos todos os meus títulos foram conquistados na vida Meus títulos são o lucro da empresa multiplicados por dois a cada três anos durante dez anos é uma receita multiplicada por 15 enquanto meus concorrentes estagnavam É a organização que deixo atrás de mim sólida pronta para enfrentar qualquer coisa é o ambiente que eu criei Um ambiente estimulante um ambiente fraternal que faz com que para cada um dos meus homens os interesses da empresa venham antes de qualquer coisa quando eu dizia vamos então íamos quando eu dizia é assim então era assim
Wallace: Quanto ganhava?
Fage: Com todas as comissões chegava a 91.000 bruto por ano
Wallace: E o senhor está pedindo
Fage: Para mim o salário não é o fator mais importante o que procuro antes de mais nada
Wallace: Apesar de tudo as pessoas na sua idade não se demitem sem mais nem menos sem garantir a retaguarda
Fage: De tanto fazer o que é razoável perde-se a dignidade
Wallace: Então explique
Fage: Ah uma história banal venda da empresa porque funcionava bem demais americanos que não entendem nada teria sido necessário que eu aceitasse continuar a trabalhar nessa firma onde tudo o que construí estava sendo desmontado
Wallace: Sua demissão teve de alguma forma para o senhor o valor de uma mensagem
Fage: Por que a gente trabalha? Para ganhar a vida? Mas que vida? Eu sei que a gente precisa ter uma ocupação eu vou me ocupar agora olhando este grão de poeira
Diálogo da peça: A procura de emprego- Michel Vinaver
(Wallace: Diretor de recursos humanos da CIVA/ Fage: Desempregado/ possível candidato a CIVA)
Wallace: A sua mulher o acompanha?
Fage: Raramente ela esquia um pouquinho não muito
Wallace: Eu não faço muito esqui de pistas mas passeios
Fage: Nós também fazemos verdadeiras façanhas passar a noite nos refúgios dias inteiros na total ah eu o levaria com prazer conheço trilhas que poucos conhecem
Wallace: Descobri no ano passado alguns recantos quem sabe não teremos a oportunidade mas para o senhor é uma verdadeira paixão
Fage: Quando se leva uma vida como a minha
Wallace: Acelerada
Fage: O esqui é uma ruptura com tudo o que é confuso e mesquinho é se libertar da gravidade voar penetrar-se no desconhecido controlamos todos os músculos há uma espécie de harmonia entre a imensidão que nos envolve e o interior do corpo e é a minha filha com ela nos esquis somos unidos formamos uma dupla célebre em Courchevel ah o Fage e a filha dele
Wallace: A que hora costuma acordar?
Fage: Cedo estou de pé entre cinco e seis
Wallace: O que faz entre o momento que se levanta e o momento em que sai para o escritório?
Fage: Desculpe mas não estou entendendo
Wallace: Sou eu que me desculpo se a minha pergunta não foi clara
Fage: Tomo um banho
Wallace: Muito bom quente?
Fage: Morno debaixo do chuveiro recapitulo tudo o que vou ter que fazer durante o dia
Wallace: Fica muito tempo debaixo do chuveiro?
Fage:Estou esquecendo na verdade antes de tomar banho
Wallace: Ah
Fage: Claro faço ginástica começo pela saudação ao sol é um movimento de ioga muito simples que permite desabrochar uma maneira de tomar o impulso do dia
Wallace: Antes de se barbear?
Fage: Não consigo fazer a barba antes de minha xícara de café
Wallace: O senhor pratica ioga?
Fage: Encontrei esse movimento num programa de TV achei curioso experimentei
Wallace: Estávamos no banho
Fage: Desculpe no banho muitas vezes eu descubro a solução de meus problemas as decisões irrompem chego a esquecer o tempo isso até que um escarcéu na porta me traga de volta e é a minha filha Nathalie querendo usar o banheiro antes de ir à escola
Wallace: Se esse Mulawa quiser casar com a sua filha?
Fage: Nathalie tem dezesseis anos e aliás ela não quer saber de casamento nem de aborto.
Wallace: E o senhor?
Fage: Tem filhos o senhor?
Wallace: Se o pai fosse branco
Fage: E talvez pense que eu sou racista?
Wallace: É interessante no seu caso essa passividade assim como se deixou reduzir a pó na empresa do Bergognan
Fage: Como?
Wallace: Eles lhe pediram para baixar as calças e depois para andar de quatro com a bunda empinada e foi o que o senhor fez
Fage: Como?
Wallace: Sou eu quem lhe pergunto não foi por covardia congênita até pode se dizer que o senhor tem uma personalidade corajosa foi a necessidade de se sentir protegido o senhor tem alguma coisa infantil
Fage: Eu lhe asseguro que fiquei aliviado quando acabou
Wallace: Exatamente deixou que eles fizessem o que o senhor sabia que devia fazer mas não ousava fazer o senhor se aliviou como bem disse
Fage: Esses rapazes que recrutei formei com eles eu tinha uma responsabilidade
Wallace: E o senhor tenta encontrar na sua noção de dever um álibi para a sua covardia o que aliás duplica a covardia
Fage: Senhor eu tenho um outro encontro
Wallace: Sente-se
Fage: Engula suas palavras
Wallace: Vamos quieto
Fage: Você também cala a sua boca
Wallace: Bem estou anotando suas diferentes reações capacidade de aguentar golpes controle sobre si arroubo de dignidade
Wallace: A sua mulher o acompanha?
Fage: Raramente ela esquia um pouquinho não muito
Wallace: Eu não faço muito esqui de pistas mas passeios
Fage: Nós também fazemos verdadeiras façanhas passar a noite nos refúgios dias inteiros na total ah eu o levaria com prazer conheço trilhas que poucos conhecem
Wallace: Descobri no ano passado alguns recantos quem sabe não teremos a oportunidade mas para o senhor é uma verdadeira paixão
Fage: Quando se leva uma vida como a minha
Wallace: Acelerada
Fage: O esqui é uma ruptura com tudo o que é confuso e mesquinho é se libertar da gravidade voar penetrar-se no desconhecido controlamos todos os músculos há uma espécie de harmonia entre a imensidão que nos envolve e o interior do corpo e é a minha filha com ela nos esquis somos unidos formamos uma dupla célebre em Courchevel ah o Fage e a filha dele
Wallace: A que hora costuma acordar?
Fage: Cedo estou de pé entre cinco e seis
Wallace: O que faz entre o momento que se levanta e o momento em que sai para o escritório?
Fage: Desculpe mas não estou entendendo
Wallace: Sou eu que me desculpo se a minha pergunta não foi clara
Fage: Tomo um banho
Wallace: Muito bom quente?
Fage: Morno debaixo do chuveiro recapitulo tudo o que vou ter que fazer durante o dia
Wallace: Fica muito tempo debaixo do chuveiro?
Fage:Estou esquecendo na verdade antes de tomar banho
Wallace: Ah
Fage: Claro faço ginástica começo pela saudação ao sol é um movimento de ioga muito simples que permite desabrochar uma maneira de tomar o impulso do dia
Wallace: Antes de se barbear?
Fage: Não consigo fazer a barba antes de minha xícara de café
Wallace: O senhor pratica ioga?
Fage: Encontrei esse movimento num programa de TV achei curioso experimentei
Wallace: Estávamos no banho
Fage: Desculpe no banho muitas vezes eu descubro a solução de meus problemas as decisões irrompem chego a esquecer o tempo isso até que um escarcéu na porta me traga de volta e é a minha filha Nathalie querendo usar o banheiro antes de ir à escola
Wallace: Se esse Mulawa quiser casar com a sua filha?
Fage: Nathalie tem dezesseis anos e aliás ela não quer saber de casamento nem de aborto.
Wallace: E o senhor?
Fage: Tem filhos o senhor?
Wallace: Se o pai fosse branco
Fage: E talvez pense que eu sou racista?
Wallace: É interessante no seu caso essa passividade assim como se deixou reduzir a pó na empresa do Bergognan
Fage: Como?
Wallace: Eles lhe pediram para baixar as calças e depois para andar de quatro com a bunda empinada e foi o que o senhor fez
Fage: Como?
Wallace: Sou eu quem lhe pergunto não foi por covardia congênita até pode se dizer que o senhor tem uma personalidade corajosa foi a necessidade de se sentir protegido o senhor tem alguma coisa infantil
Fage: Eu lhe asseguro que fiquei aliviado quando acabou
Wallace: Exatamente deixou que eles fizessem o que o senhor sabia que devia fazer mas não ousava fazer o senhor se aliviou como bem disse
Fage: Esses rapazes que recrutei formei com eles eu tinha uma responsabilidade
Wallace: E o senhor tenta encontrar na sua noção de dever um álibi para a sua covardia o que aliás duplica a covardia
Fage: Senhor eu tenho um outro encontro
Wallace: Sente-se
Fage: Engula suas palavras
Wallace: Vamos quieto
Fage: Você também cala a sua boca
Wallace: Bem estou anotando suas diferentes reações capacidade de aguentar golpes controle sobre si arroubo de dignidade
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Um diálogo.
Cacá e Gunnar. Gostaria que vocês dois pudessem aprofundar a tímida relação que foi apresentada no sistema. Me interesso muito por este diálogo que tirei do vídeo e colo aqui para vocês. O Be gostou muito daquela relação e pensa em momentos de abuso e disputa de força entre vocês dois. Masculino X feminino, poder... e por aí vai.
Vamos tentar?
No vídeo de 2:32 até 4:37.
segue:
Ela: No que está pensando sentado aqui sozinho?
Ele: É a nossa
última noite juntos e, finalmente, vai ser livrar de mim.
Ela: É... foi duro
conviver com você.
Ele: Meu negócio
está quase terminado e eu tenho que voltar para NY. Gostaria muito de vê-la de
novo.
Ela:
Gostaria?
Ele: Sim. Sim,
gostaria. Já aluguei um apartamento pra você. Você vai ter um carro e vai ter
também muitas lojas que vão bajular você a qualquer hora que for fazer compras.
Está tudo pronto.
Ela: E o que mais?
Vai deixar algum dinheiro na cama quando passar pela cidade?
Ele: (Vivian)
realmente não seria assim.
Ela: E como seria?
Ele: Bom, por um
lado não estaria mais nas ruas.
Ela: Isso é pura
geografia.
Ele: (Vivian) o
que você quer? O que acha que está havendo entre a gente?
Ela: Eu não sei...
Quando eu era uma garotinha minha mãe costumava me trancar no sótão quando
eu era levada e eu era sempre. E, então, eu fingia que era uma princesa presa
numa torre por uma rainha malvada e, de repente, um cavaleiro num cavalo branco
com todas aquelas cores brilhantes aparecia na minha janela e levantava a
espada...e eu acenava....e ele subia na torre...e me salvava. Mas nunca em todo
tempo que eu tinha esse sonho o cavaleiro me dizia: "vem benzinho, eu vou
botar você num belo apê"
fim.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Lenda Carioca- o homem que soube morrer
“Se me oferecessem 1 bilhão
de dólares para trabalhar das dez da manhã às dez da noite, eu preferiria ficar
pobre.”
Jorginho
Guinle
Jorginho Guinle morre no Rio
Ao saber que
estava com um aneurisma na aorta abdominal, o maior playboy brasileiro pediu
para deixar o hospital e foi morrer no Copacabana Palace.
Morreu às 4h30 da manhã, aos 88 anos, Jorginho
Guinle, no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, onde estava hospedado
desde ontem (Sexta-feira, 5 de Março de 2004). Ele foi internado na
sexta-feita, num hospital em Ipanema, com aneurisma na aorta abdominal, que
estava em expansão. Morrer no hotel foi o último desejo daquele que era
considerado o último playboy brasileiro. Para deixar o hospital Guinleo assinou
um termo de responsabilidade se recusando a ser submetido a uma cirurgia.
Guinle vinha da família responsável pela construção do Hotel Copacabana Palace,
um dos mais luxuosos do Rio de Janeiro.
Além de ter sido um dos playboys mais famosos da história, Jorginho era um grande estudioso de jazz e, em 1953, publicou Jazz Panorama, o primeiro livro sobre jazz escrito no Brasil. Reeditado pela José Olympio, o livro está nas livrarias. Anos depois, em 1997, publicou Um século de boa vida, contendo suas memórias, mas está esgotado.
Em vida, ele se gabava de ter seduzido as atrizes Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Romy Schneider.
Ao morrer, ele estava acompanhado de enfermeiros e funcionários, e morreu dormindo. O corpo será velado no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde será enterrado.
Jorginho Guinle
morreu na suíte 153, que foi cedida a ele pelo hotel, atendendo ao seu último
desejo. Durante muito tempo Jorginho morou no Copacabana Palace. Além de ter sido um dos playboys mais famosos da história, Jorginho era um grande estudioso de jazz e, em 1953, publicou Jazz Panorama, o primeiro livro sobre jazz escrito no Brasil. Reeditado pela José Olympio, o livro está nas livrarias. Anos depois, em 1997, publicou Um século de boa vida, contendo suas memórias, mas está esgotado.
Em vida, ele se gabava de ter seduzido as atrizes Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Romy Schneider.
Ao morrer, ele estava acompanhado de enfermeiros e funcionários, e morreu dormindo. O corpo será velado no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde será enterrado.
Símbolo do playboy culto, requintado e bem relacionado - O ex-milionário Jorginho Guinle foi um símbolo do refinamento e um dos primeiros divulgadores do Rio no exterior. O homem mais incensado pela sociedade carioca, especialmente nas décadas de 30, 40 e 50, calculava ter gasto cerca de US$ 20 milhões em viagens, festas e presentes para belas mulheres e para as atrizes mais cobiçadas de Hollywood. Era considerado um playboy na melhor essência do termo, ou seja, um homem culto, requintado, bem relacionado e que se orgulhava de nunca ter trabalhado na vida.
No Copacabana Palace, hotel que o seu tio construiu, em 1923, e que freqüentava desde os 7 anos de idade, ele chegou por volta das 14 horas de quinta-feira, para sua última estadia. Foi recebido com flores e frutas e um milk-shake de baunilha com calda de caramelo,
especialidade que ele costumava pedir ao maitre Ronaldo. Foi hospedado em uma suíte de frente para a piscina, no anexo do hotel, cuja diária custa R$ 1.300,00.
Segundo a relações-públicas do hotel, Cláudia Fialho, amiga dele há 20 anos, Jorginho estava sem muito apetite. Ainda assim, almoçou estrogonofe de frango e depois comeu sorvete de framboesa. À noite, foi servido um chá, em louça inglesa. Ele assistiu a um documentário sobre o jazzista Benny Goodman e, mais tarde, à novela Chocolate com Pimenta. Ao sair do hospital e saber que ia para o hotel, disse: "agora eu vou para o céu. Vou para o Copacabana Palace".
O amigo Mariozinho de Oliveira contou que o amigo sabia que a morte estava próxima. “Os médicos disseram que a chance dele sobreviver à cirurgia era de apenas 1%. Ele estava muito mal. Sabia que ia morrer e queria morrer”. Há dois meses, ele havia passado por uma operação de urgência para colocar uma prótese na aorta. “Desde então, ele estava abatido, se alimentando e bebendo pouco”, contou Mariozinho, que fazia parte do Clube dos Cafajestes, grupo de playboys dos anos 50 que reuniu nomes como João Saldanha, Fernando Lobo, Paulo Soledade e Carlinhos Niemeyer.
Seu primo Eduardo Guinle, disse que ele fez um trabalho fundamental: divulgou a
imagem do Rio no exterior. “O Jorge foi um dos grandes responsáveis pela internacionalização da cidade, pois viajava muito e convidava muitos artistas para vir aqui”, disse ontem Guinle, observando que, com a morte do primo, morre também uma parte importante da cidade. “Ele foi um dos últimos símbolos de charme, elegância e educação de um Rio mais tranqüilo, mais
civilizado. Ele amou o Rio tanto quanto as mulheres que teve”.
Eduardo contou que o fato de ter gasto toda a sua fortuna e viver, nos últimos anos, de favor na casa de amigos não incomodou Jorginho. “Ele nunca conjugou o verbo trabalhar. Mas isso não o incomodava. Tinha muitos amigos e continuava almoçando e jantando no Copacabana Palace, a convite da administração do hotel. Ele soube aproveitar muito bem a vida e teve uma vida tranqüila no final”, contou, acrescentando que, atualmente, ele estava morando na casa da terceira mulher, Maria Helena Guinle, em Copacabana.
No ano passado, passou três meses hospedado na casa da socialite Ruth de Almeida Prado. Muito resfriada, ela não pôde ir ao enterro por causa do risco de uma pneumonia e falou pouco sobre o amigo. “Ele já dizia que preferia morrer. Por isso não quis operar. Acho que para ele foi a melhor solução, pois os riscos eram muito grandes. Além disso, tem uma hora que você já está cansado mesmo. Ele adorava muito a vida, mas não tinha nada contra a morte”, revelou ontem Ruth.
Ele contava com a solidariedade também de Olavo Monteiro de Carvalho, do grupo Monteiro Aranha.
Em Copacabana, no século passado, Jorge
Guinle herdou dos pais US$ 100 milhões, o que, naquela época, corresponderia a,
hoje, US$ 2 bilhões.
Quando morreu, ganhou a primeira página do New York Times.
domingo, 29 de janeiro de 2012
“No dia em que exércitos inimigos possam aniquilar-se em um segundo, todas as nações civilizadas — ao menos é de se esperar — evitarão a guerra e desmobilizarão seus soldados [...]"
Alfred Nobel, o gênio autodidata, criador do Prêmio Nobel, nasceu em 1833, numa década de efervescência tecno-científica, mas em
plena crise familiar.
Quatro anos depois, a família Nobel muda-se para São Petersburgo, na
Rússia, e monta uma pequena metalúrgica. Prospera, então, fabricando minas
submarinas, graças, sobretudo, à sociedade com um general influente e às
gigantescas encomendas recebidas durante a guerra da Criméia — 1854/1856.
Terminada a guerra, acabam as encomendas e os Nobel vão à
falência pela segunda vez. Alfred estava com 26 anos. Não
recebera educação formal, freqüentou apenas o primeiro ano do
primário numa escola paroquial, na sua Suécia natal. Mas, com o auxilio de excelentes professores particulares, estudando em
casa, tornou-se excepcionalmente bem-preparado. Falava fluentemente sueco,
russo, inglês, francês e alemão, sendo atraído pela literatura e pela filosofia.
Quando a situação financeira de seu pai era favorável, viajou pelo mundo durante
dois anos. Conheceu os Estados Unidos e, sobretudo, Paris, onde fez estágios em
diversos laboratórios de química. Interessou-se desde cedo por explosivos e, já
em 1863, requereu sua primeira patente importante: um detonador de percussão
conhecido como processo Nobel.
A patente foi obtida na Suécia, para onde parte da família voltara, na
tentativa de relançar os negócios em novas bases, depois da falência na Rússia.
Instalados na pequena localidade de Helensburgo, nas vizinhanças de Estocolmo,
Alfred, o irmão caçula Emil e o pai começaram a fabricar nitroglicerina. Essa substância, preparada pela primeira vez
em 1846 pelo italiano Ascanio Sobrero, tem uma fórmula aparentemente muito
simples: certa quantidade de glicerina adicionada a uma mistura de ácido nítrico
e ácido sulfúrico. Mas sua preparação é extremamente arriscada. Qualquer choque ou uma
alteração brusca de temperatura provocam violenta explosão.Foi assim que, em
1864, mal começara a produção dos Nobel, a fábrica foi pelos ares, matando Emil,
o irmão caçula, e quatro homens. Semanas mais tarde, o velho pai sofreu um
derrame do qual nunca se recuperou.
Alfred, no entanto, não se deixou abater. Conseguiu um sócio e voltou a
fabricar nitroglicerina. Os negócios prosperaram rapidamente.
Mudou-se para Hamburgo, de onde dirigia os negócios da firma enquanto prosseguia
suas pesquisas. Os riscos de acidentes continuaram elevados até 1867, quando teve a
idéia de misturar à nitroglicerina uma substância inerte, na esperança de evitar
explosões acidentais. Deu certo. A nova mistura, denominada dinamite, iria revolucionar a técnica da explosão de minas, a
construção de estradas e a sorte das guerras.
Além de trazer rios de dinheiro à empresa de
Alfred Nobel. Como se tudo isso não bastasse, a sorte também favorecia os
negócios de Ludovic e Robert, os dois irmãos que haviam
permanecido na Rússia depois da segunda falência familiar. Alfred, já multimilionário com
suas fábricas de dinamite,
tornou-se um dos primeiros magnatas do petróleo.
Mas nunca foi feliz. Sua vida sentimental, ao que tudo indica, permaneceu
um deserto. Em 1876, pôs num jornal austríaco um anúncio no qual “um senhor de
certa idade, rico e muito instruído, residente em Paris”, dizia procurar “mulher
experiente e de certa classe, que conheça línguas estrangeiras, para Ihe servir
de secretária e dama de companhia”. Respondeu a esse anúncio a condessa Bertha
Kinski von Chinic und Tettau, descendente de uma família arruinada da
aristocracia austríaca. Falava alemão, francês, inglês e italiano e, aos 33
anos, sua beleza era fora do comum. Mas não teve sorte. Uma semana depois do primeiro encontro, Alfred partiu
em viagem e a condessa fugiu para se casar com seu namorado.
Foi por influência de Bertha, pacifista convicta, que Nobel incluiu no seu
testamento um prêmio dedicado à paz, com o qual a própria condessa foi
agraciada, em 1905. Pessoalmente, ele não tinha muitas ilusões quanto a esse
tipo de iniciativa. Foi um dos primeiros a admitir a teoria do
equilíbrio do terror. Escreveu a Bertha:
“No dia em que exércitos inimigos possam aniquilar-se em um segundo, todas
as nações civilizadas — ao menos é de se esperar — evitarão a guerra e
desmobilizarão seus soldados. Por isso, minhas fábricas podem pôr termo à guerra
mais rapidamente que seus congressos pela paz”.
Alfred Nobel sofria de acessos lancinantes de dor de cabeça, que atribuía ao contato com
a nitroglicerina e, a partir dos 50 anos, de crises cada vez
mais freqüentes de angina do peito. Além disso, em 1891, viu-se expulso da
França, onde residira durante dezessete anos, acusado de espionagem industrial
em favor da Itália. Perde, também, um processo nos tribunais ingleses referente
a uma valiosíssima patente de um tipo de pólvora sem fumaça. É em San Remo que ele vem a falecer. Como sempre temera, morreu cercado
apenas por seus empregados, sem nenhum parente ou amigo, às 2 horas da madrugada
de 10 de dezembro de 1896. Um ano antes, assinara a terceira e última versão de
seu testamento, dispondo que os rendimentos dos 31 milhões de coroas suecas de
sua fortuna deveriam ser “distribuídos anualmente às pessoas
que mais benefícios houvessem prestado à Humanidade”.
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