quinta-feira, 3 de maio de 2012
Eu parei para pensar nisso aqui # 5
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Coreografia composição Gunnar/Fred
Sequência 1 -
(Fred sozinho - entra Gunnar)
A - Início/até abaixar.
B - Até o coice.
(Entra Rafa/ Nat)
C - Transições e abraços.
(Sai Gunnar em cima do Fred)
Sequência 2 -
(Texto Nat - "Avenca" até "Você tá acompanhando meu raciocínio?")
A - Até coice.
(Entra Gunnar e Fred)
B - Transições e rolamentos.
(Diálogo "Avenca" Fred/ Gunnar, até "compreende?")
C - Namorados.
( Texto deixa Nat/Gunnar - "é claro")
( Entra Lila, Bel, Caca, Aline)
D - Prainha. ( espasmos / quique de bunda 4x/ posições relaxamentos)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
DO DIA EM QUE VIREI UM BICHO
Samira Ávila, do Cia Espanca!:
Lembro do ensaio em que a Grace me deu quatro páginas de xerox do capítulo “A viagem” do livro “Perto de um coração selvagem”, da Clarice. Minha Mulher já sabia cair, mas tinha que aprender a se levantar. Eu tinha dificuldades de encontrar forças pra ela. Achava que ela não tinha mais motivos para seguir em frente, para repetir tudo. Aí eu li o texto da Clarice. Fiquei perturbada com a mulher do coração selvagem. Sempre gostei de cavalos. Queria que o grupo se chamasse “Grupo de Cavalos” e já havia decidido há muito tempo que quando eu tiver um cachorro ele vai se chamar “cavalo”. Já tive um cavalo também quando era pequena, mas acho que era mentira do meu pai. E, sim, Clarice: eu iria me arranjar sendo um bicho. Reli o texto.
“(…)eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheia de vontades de humanidade, não o passado correndo o futuro! O que eu disser soará fatal e inteiro! Não haverá nenhum espaço dentro de mim para eu saber que existe o tempo, os homens, as dimensões, não haverá nenhum espaço dentro de mim para notar sequer que estarei criando instante por instante, não instante por instante: sempre fundido, porque então viverei, só então viverei, só então viverei maior que na infância, serei brutal e mal feita como uma pedra, serei leve e vaga como o que se sente e não se entende, me ultrapassarei em ondas, ah, Deus, e que tudo venha e caia sobre mim, até a incompreensão de mim mesma em certos momentos brancos porque basta me cumprir e então nada impedirá meu caminho até a morte-sem-medo, de qualquer luta ou descanso me levantarei forte e bela como um cavalo novo”.
Escrevi muito urgentemente alguma coisa atrás de uma das folhas do xerox e fizemos uma improvisação da Cerimônia das Palmas. Era aquilo. A Mulher nunca ficou tão fraca, era extremamente cansativo tentar se salvar. E se levantar não significava ser forte.
“O que nela se elevava não era a coragem, ela era substância apenas, menos do que humana, como poderia ser herói e desejar vencer as coisas? Não era mulher, ela existia e o que havia dentro dela eram movimentos erguendo-a sempre em transição”.
quarta-feira, 28 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Núcleo Artérias | Fronteiras Móveis
(Texto daqui)
Para aproveitar um espetáculo de dança contemporânea, é preciso entrar no clima. Se a perturbação inicial falar mais alto, arrisca-se perder uma experiência da qual poderia tirar proveito para a “vida real”. As apresentações de Fronteiras Móveis em Curitiba, sábado e domingo, prometem transportar o espectador para um estado de reflexão sobre o medo nas cidades. Motivados pelo pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, de 85 anos, os paulistas do Núcleo Artérias trazem ao Teatro José Maria Santos um trabalho baseado na vulnerabilidade do corpo e na instabilidade das relações interpessoais.
Para traduzir isso para a dança, a coreógrafa Adriana Grechi usou a estrutura de um jogo na criação do espetáculo. Os bailarinos entram e saem de cena rapidamente, sozinhos ou em interações que sugerem a desconfiança das ruas e até o conflito.
Para Adriana, essa apreensão cotidiana modifica a maneira como nos movemos no dia a dia, obrigando-nos a prestar atenção a muitas coisas ao mesmo tempo. “Estamos sempre indo para um lugar e ao mesmo tempo olhando para o lado, para trás, em um constante estado de atenção”, explicou Ana à Gazeta do Povo.
Essa característica moderna vira no espetáculo de dança uma provocação, que tira proveito da grande proximidade com a plateia, tornando a obra interativa sem ser agressiva. E a trilha sonora, bem colocada, contribui para o estado de tensão.
Por fim, um elemento importante para essa exposição de nossas neuroses urbanas é a captação de vídeo ao vivo e a imediata projeção num telão. Esse recurso tem se repetido em espetáculos de dança, pelo jeito porque dá certo: ver closes dos rostos dos atores – com olhos que também dançam – contribui para a identificação com o trabalho que está sendo executado no palco.
As várias câmeras funcionam como circuitos internos de segurança, vigiando os artistas o tempo todo. “Todos viram caça e caçador”, explica Adriana.
Fronteiras Móveis faz parte da Trilogia Líquida, em que o núcleo de dança vem, há alguns anos, traduzindo o pensamento de Bauman para o palco. O título é inspirado em seu livro Medo Líquido, de 2008.
Naquele mesmo ano, o capítulo que agora chega repaginado a Curitiba recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) para criação em dança. Outras questões já abordadas pelo grupo em seus trabalhos são a incerteza, o consumismo e a espetacularização.
domingo, 18 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Ensaio de 'Núcleos', de João Saldanha
Achei a referência que a Bel dividiu com vcs em alguma de nossas conversas.
em especial:
- notem os deslocamentos
- Lila, note como o bailarino é enorme, mas trabalha e imprime uma imagem pequena.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Eu parei para pensar nisso aqui.
Para uma avenca partindo
segunda-feira, 5 de março de 2012
Para Bel.
As falas do personagem Joaquim foram extraídas da poesia "Os Três Mal-Amados", constante do livro "João Cabral de Melo Neto - Obras Completas",Editora Nova Aguilar S.A. - Rio de Janeiro, 1994, pág.59
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Horsebic
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Seabiscuit - Final Race
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Cataploft: Sobre cair em pé
Demolir : "deitar abaixo, desmantelar, destruir, derrubar" Os maiores demolidores eram os bancos, principalmente em cidades do interior, onde agências proliferaram. "Ser demolidor é agradável", "É uma lição de vida. Aprendi muito sobre as pessoas e sobre si mesmo fazendo demolições". (Os trechos tirei daqui) |




