
sexta-feira, 30 de março de 2012
Ordem não linear
Solidão Saudade Saudade
Abandono Distância Solidão
VENCEDOR
Saudade
Saudade
DOR
Fracasso Acaso Falência SOLIDÃO
PERDA exposição ausência
Vazio
Perda
Dor
Fracasso
Dor
FRACASSO
Falência
Dor
Distância
Corpo
Casal
Convívio
Carência
Desespero
ACASO.DOR.QUEBRA.RELAÇÃO.
CASAL.
DINHEIRO... DINHEIRO... DINHEIRO...
DESESPERO
DOR
COMPETIÇÃO PODER DINHEIRO
DINHEIRO PODER
TÁTIL
DISPUTA TÁTIL
ENCONTRO TÁTIL
DOMINAÇÃO TÁTIL
PODER CONSTRUÇÃO
PODER DOMINAÇÃO
OBSESSÃO
TÁTIL
DISPUTA
DISTÂNCIA
SAUDADE
DOR.
Tentativa Linear e Não.
Casal: pino-lavagem-porrada-namorados-rolamento
Poder: puxada brusca pelo pé-lavagem-banda
Relação: porrada-puxada de cabelo-namorados-
Desespero: mov. Fred- cinderela-correr em círculos
Ausência: mov fred-pino
Exposição: pino-cinderela-porrada
Obsessão: mov.fred-porrada-dancinha rafa-cinderela
Tátil: lavagem-touro
Competição: briga de cabeças-trotes
Fracasso: mov fred-queda brusca
Perda: partitura austrália
Solidão: dancinha rafa-árvore
Vazio: mov fred-árvore-cinderela
Convívio: porrada
Distância: pino-árvore-partitura austrália
Carência: rolamento
Disputa: briga de cabeças-porrada
Falência: trote de quatro-correr em círculos
Ascensão: touro
Dor: mov Fred-puxada de cabelo
Vencedor: touro
Quebra: banda- puxada brusca-touro
Abandono: dancinha rafa
Acaso: salto no outro-banda
Encontro: banda
Construção: lavagem
Saudade: árvore
Corpo:trotes
Não linear:
Corpo-Vazio
Quebra-Desespero
Dominação-Abandono
Construção-Fracasso
Disputa
Solidão-Acaso
Dinheiro
Ascensão-Encontro
Exposição
Distância
Casal
Perda-Convívio
Carência-Competição
Falência
Relação
Ausência
Obsessão-Dor
Poder
Vencedor-Saudade
Pele solta sobre o músculo
(Mito fundador do povo cabila - T. Yacine-Titouh, "Anthropologie de la peur")
Ilustre minha trajetória com beijos seus.
Encontro- disputa de eixos/ entradas e saídas/ diálogos em tempo e ritmo dos micro movimentos.
Acaso - diagonal de pinos/ austrália (momento “certidão de óbito”)/ bandas/ cavalheiro/ célula Bel e Lila/ entrar para mudar a paisagem.
Relação - namorados/ “tá tudo bem” / equilíbrio da corda/ disputa de cabeças/ peso e contra-peso.
Exposição - cinderela até o beijo/ mapeamento da Nat/ lavagem/ retirada de roupa na árvore.
Tátil - austrália/ um cavalo sobre o outro.
Obsessão- falas simultâneas/ passagem de colos/ árvore com muita gente/ corrida coletiva/cinderela.
Corpo- lavagem vertical.
Construção - cavalo fragmentado/ árvore/ imagens congeladas/ entrar para mudar a paisagem/ início da célula Fred e Gunnar/ mapeamento da Lila.
Casal - namorados/ duplas de cavalos/ lavagem vertical/ diagonais de pinos/ disputa de eixos/peso e contra-peso.
Convívio -“tá tudo bem” / entradas e saídas/ micro movimentos/ rabo de cavalo.
Ascensão- cavalheiro/ árvore/ trote de três/ suspensões/ as montagens congeladas da célula Fred e Gunnar.
Dinheiro- corrida/ dancinha dos cavalos/ dancinha célula Cáca e Nat.
Vencedor- corrida/ trote com sorriso célula Cáca e Nat/ árvore/ alguém montado no cavalo em movimento.
Disputa- espacial/ lavagem/ touro/ disputa de cabeças/ início namorados/ movimento de tapa no chão/ falas simultâneas/ peitada Aline.
Dominação- passagem de colos/ árvore/ bandas/ cruzamento de trotes/ peso e contrapeso/ imagem final célula Bel e Lila/ célula Gunnar e Fred na disputa espacial.
Poder- touro/ lavagem/ disputa de cabeças.
Competição- briga célula Cáca e Nat/ bandas/ célula Fred e Gunnar/ passagem de cavalos por cima de outros/ cruzamento de trotes/ disputa de cabeças/touro/ corrida.
Abandono- quatro apoios alongados/ entradas e saídas/ corrida de um só/ rabo de cavalo.
Distância- pinos diagonais/ um cavalo alongado/ micro movimento Fred.
Desespero- corrida coletiva/ trote lateral/ touro/ quatro apoios com queda.
Carência- disputa de eixos/ lavagem vertical/ trote do peito do pé lento/ rabo de cavalo.
Quebra- cavalo fragmentado/ bandas/ queda frontal/ quatro apoios alongados.
Dor- touro/ quatro apoios alongados.
Ausência- imagens congeladas/ entradas e saídas.
Saudade- namorados/ rolamento/ “tá tudo bem” / célula Lila e Bel só com um.
Vazio- lavagem vertical/ entradas e saídas/ um pino com eixo deslocado/ micro movimento Lila.
Solidão- uma pessoa com quatro apoios alongados/ lavagem/ micro movimento Fred/corrida de um só.
Fracasso- quatro apoios/ movimento de tapa no chão/ quatro apoios com queda/ queda frontal/ aglomerado de corpos/ um cavalo sobre o outro.
Perda- passagem de colos/ entrar para mudar a paisagem/ micro movimento.
Falência- corrida coletiva/ quedas.
Não linear.
Casal: Construção.
Carência.
Corpo, Relação, Obsessão, Corpo, Relação, Obsessão.
Obsessão.
Disputa. Dinheiro
Dinheiro
Dinheiro.
Ascensão. Dinheiro
Dinheiro.
(Encontro)
Exposição, corpo, corpo, corpo, relação, corpo. Tátil
Ascensão.
.
Distância.
C
O
M
P O D E R, dordominação.
E
T
I
Ç
Ã
O
Ausência e Obsessão. Saudade.
Saudade, saudade, saudade, saudadesaudadesaudade.
Sau-da-de.
SAUDADE!
Desespero,quebra- dinheiro- solidão.
Perda.
Desespero,quebra- dinheiro- solidão.
Vazio.
Abandono, fracasso, falência. Dor
Acaso.
quinta-feira, 29 de março de 2012
e alguém me disse: você não tem escrito ultimamente.
.
.
.
Mas champanhe tem.
"Homework"
Dominação - corda; touro; comando de voz; banho; borralheira.
Poder - touro; corda; árvore; corrida em círculo; dança do Rafa; meia-rédia; coice.
Relação - namorados; deslocamento de eixo; banho; austrália; disputa de cabeça.
Tátil - banho; namorados; árvore; disputas; contrapeso.
Disputa - disputas; deslocamento de eixo; touro; trotes; escápulas; corrida em círculo; contrapeso.
Ausência - voz da Aline; quedas/rolamento; austrália; borralheira; jantar Belila.
Casal - rolamento; deslocamento de eixo; banho; touro; árvore; disputas.
Encontro - bandas; árvore; disputa de cabeças; contrapeso.
Perda - banho; quatro apoios; quedas/rolamento.
Corpo - banho; namorados; desarticulação do Gunnar; natação do Fred; dança do Rafa; trotes; coices.
Competição - disputas; trotes; touro; deslocamento de eixo; namorados.
Fracasso - quatro apoios; banho; bandas; desarticulação do Gunnar; borralheira.
Ascensão - árvore; trotes; corrida em círculos; jantar Belila; coice.
Distância - corda; jantar Belila; voz da Aline; banho.
Vazio - corrida em círculos da Cacá; austrália; dancinha do Rafa; borralheira.
Convívio - lavagem; namorados; jantar Belila
Acaso - banda
Falência - quatro apoios
Obsessão - corrida em círculos; borralheira; banho
Desespero - corrida em círculos; natação do Fred; touro
Dinheiro - corrida em círculos; trote
Abandono - autrália
Construção - árvore
Solidão - prólogo; quatro apoios; austrália; desarticulação do Gunnar; jantar Belila
Dor - borralheira
Exposição - composição Rafa e Aline
Saudade - austrália; deslocamento de eixo; borralheira
Carência - árvore; borralheira
Construção;
acaso encontro corpo relação tátil casal convívio obsessão obsessão obsessão dor.
Quebra;
vencedor poder dinheiro exposição ascensão competição dominação disputa disputa perda desespero disputa fracasso falência carência dor.
Ausência;
abandono saudade solidão solidão dor.
Vazio
Com crise, prostitutas de luxo se recusam a fazer sexo com banqueiros
Prostitutas de luxo de Madri estão decretando greve de sexo aos seus clientes banqueiros, reportou nesta terça-feira (27/03) o tablóide britânico Daily Mail. Elas pedem para que os funcionários das instituições financeiras abram linhas de crédito para oferecer a famílias carentes e empresas à beira da falência.
A Espanha enfrenta atualmente uma de suas piores crises econômicas, com as taxas de desemprego atingindo 23%. Com as incertezas sobre o mercado de trabalho e pouco dinheiro circulando no país, os bancos diminuem a oferta de crédito a seus clientes.
As garotas de programa dizem que a paralisação continuará até que os banqueiros “cumpram suas responsabilidades sociais” e comecem a oferecer empréstimos maiores à população. “Nós somos as únicas com capacidade real de pressionar o setor”, disse a principal associação de prostituição do país.
Segundo o tablóide, os banqueiros têm tentado contornar o protesto, dizendo que são arquitetos ou engenheiros às prostitutas, mas a tentativa não tem funcionado. Os executivos dos bancos até já acionaram o governo para tentar mediar o assunto.
Para a prostituta conhecida como AnaMG, a paralisação não deve durar muito. “Estamos em greve há três dias e eu não acho que eles agüentem mais tempo”, disse. Ela conta que a ideia veio de Lucia, uma das mulheres da associação, que disse que só faria sexo com o funcionário de um banco se ele concedesse um empréstimo a um conhecido.
A greve de sexo das prostitutas de Madri vem em um momento em que toda a Espanha se prepara para iniciar uma greve geral, marcada para esta quinta-feira. Os trabalhadores protestam contra o elevado grau de desemprego no país e pedem mudanças nas leis trabalhistas – que tornam mais barato para as empresas despedirem seus empregados.
http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2012/03/com-crise-prostitutas-de-luxo-de-se-recusam-fazer-sexo-com-banqueiros.html
Paolo Cugini comenta a teoria sobre o "amor líquido" de Zygmunt Bauman
quarta-feira, 28 de março de 2012
Eu parei para pensar nisso aqui #3
Tentativa.
Estatística
Se tem uma coisa que eu aprendi com a vida foi a nunca confiar em homens com uma cova no queixo: todos cafajestes! E Afonso, além da marca de volúpia, possuía um ar de bom moço e os sapatos muito bem engraxados. Totalmente suspeito. A combinação de suas características era tão inédita que em tudo argumentava contra os dados do meu estudo físico-comportamental do homem. Desde muito nova me ocupo em estabelecer associações entre a fisionomia de uma pessoa e seus traços de personalidade. Hoje, tenho uma longa lista que me possibilita formular expectativas a respeito do comportamento de qualquer indivíduo: é quase certa a avareza daqueles de nariz torto e o pessimismo dos de pé chato. Claro que nem sempre as estatísticas da lista são acertadas. Mas exceções não passam exceções.
Conheci Afonso no bar que costumo frequentar às sextas-feiras. Estava sozinha tomando um drink e ele se aproximou. Não disse nada. Permaneceu um bom tempo de pé e imóvel a menos de dois metros de minha mesa. Notei falhas tentativas de desviar seu olhar do meu. Por fim ele toma uma atitude: se dirige a mim e pergunta se eu aceito uma carona para casa. Achei um pouco ousado e precipitado da parte dele... Mas chovia muito e eu estava por demais interessada num estudo empírico daquela espécie tão estranhamente paradoxal; decidi aceitar a carona. Confesso que tive um pouco de medo. Afonso não me pareceu muito confiável... Sabe-se lá o que poderia fazer comigo. Mesmo assim acatei a minha intuição científica. Eu não podia deixar escapar uma possível exceção para a lista. E se ele estivesse mal intencionado, não seria de todo o mal... O rapaz era bem apessoado.
Ele me conduziu até seu carro e abriu a porta para que eu entrasse. Durante todo o caminho até minha casa ele nada disse. Apenas concordava com os comentários que eu me esforçava para fazer. Também em nenhum momento ele me olhou. Ao mesmo tempo que parecia extremamente concentrado na tarefa de dirigir, mostrava-se bem à vontade com um sorriso congelado em seu rosto. Eu já estava incomodada com todo aquele silêncio e num impulso que não pude domar, liguei o rádio. Afonso automaticamente iniciou um movimento vertical com a cabeça, tentando acompanhar o ritmo da música. Mas seu silêncio permaneceu; e meu incomodo evoluiu para a extrema angustia.
Chegando ao portão de minha casa, perguntei se ele não gostaria de entrar. Eu não podia deixar meu objeto de pesquisa ir embora!
- Você vai me dispensar assim?
- Mas eu já te dei uma carona.
- Não me diga que era só isso que você queria.
- Sim.
- Você não me engana...
- Desculpe se me fiz entender mal. Mas agora eu realmente preciso ir.
No mesmo instante a mulher saltou da poltrona do carona para o meu colo. Tirou sua blusa e com ela amarrou meus braços. Ela me empurrou para fora do carro e me arrastou para dentro de sua casa. Com uma corda que havia no chão da sala, ela terminou de me imobilizar, prendendo minhas mãos aos meus pés e deixando-me assim de quatro. Num impulso predatório, a mulher montou em minhas costas:
- Você se considera uma pessoa extrovertida?
- Como?!
- Responde!
- Não muito...
- Você é tímido?
- Eu não estou entendendo...
- Responde!
- Às vezes...
- Praia ou montanha?
- Montanha?
- Por quê você me ofereceu uma carona?
- Porque você parecia sozinha e triste. Pensei que eu estaria ajudando...
Eu dei um tapa nele e em seguida o beijei.
- Esta seria a resposta correta.
- Eu lhe asseguro que não.
- Claro que não... Você não se contentaria com tão pouco. Sexo! Era isso que você queria. Sexo ocasional.
- Eu juro que não.
- Mentira!
Ela então voltou a me bater, porém dessa vez com tapas seguidos e com mão mais pesada. Eu já estava apavorado com aquela situação...
- Eu senti pena de você! Só isso! Pena da sua solidão!
- E por que ficou tanto tempo me olhando? Precisa de tanta coragem para oferecer uma carona?
- Talvez...
- Mentira!
- Então por que não estamos transando agora?
- Não! Não tente me enganar!
- E por que eu não posso só ter sido gentil com você?
- Porque você tem uma cova no queixo!
Uma exceção. Pior! A única exceção. Era unânime a cafajestagem dos de queixo marcado! Agora minha estatística iria de cem a noventa e nove por cento de casos! Eu não podia deixar isso acontecer... O único cem por cento da minha lista não podia ser simplesmente apagado!
A mulher começou a bufar. O movimento de sua respiração repercutia como um chicote em sua coluna. Ela avançou em minha direção, e com a blusa que prendia minhas mãos, começou a me sufocar. Eu tentei gritar, tentei me soltar, mas aquela mulher estava possuída por força assustadoramente selvagem. Tentei resistir até o momento em que não pude mais. Caí morto no carpete da sala. No mesmo instante, lamentei não ter seguido a intuição que me dizia para não oferecer aquela carona... Se tem uma coisa que eu aprendi com a vida foi a nunca confiar em mulheres de lábios finos.