terça-feira, 31 de janeiro de 2012
A Boa Vida
Duas senhoras dinamarquesas - mãe e filha - residem no ensolarado litoral português. Durante suas vidas, elas tiveram dinheiro suficiente para viver a boa vida: trabalho zero combinado a todo o tipo de prazer. Mas elas têm um problema: a fortuna acabou.
A Boa Vida é um documentário sobre como ser pobre quando você está acostumado a ser rico. Através dessa história simples, o filme desdobra um complexo conto sobre o inevitável destino de um família, sobre status e dinheiro, sobre eventos cruciais na história europeia, e sobre uma menina que cresceu acreditando que dinheiro cresce em árvores.
"Você não me preparou para nada disso. Eu fui criada para herdar montanhas de dinheiro, e elas não estão aqui."
A PERUA COM LUZES(e não são as do cabelo)
por Marcos Caetano
Meu nome é Maria Deodorina Palhares da Silva, mas só os que me odeiam muito me chamam assim. Para os que me toleram, sou Lillydebsy Palhares, com ênfase no primeiro ípsilon. Gostar de mim mesmo, para valer, acho que ninguém gosta. Minha ocupação: perua. Nenhum constrangimento em admitir a classificação, e quem continuar lendo este relato entenderá os porquês.
Para começo de conversa, informo que ser perua dá muito trabalho, e que perua e madame não são a mesma coisa. Quase todas as madames são peruas, mas nem toda perua é madame. Madame é a perua endinheirada, mas o grosso das peruas pertence mesmo à classe média. Eu, por exemplo, estou longe de ser madame. Tenho de dar duro para receber em dia e administrar direitinho as três pensões dos meus ex-maridos, já que nenhum deles é milionário. Ou melhor, um até foi, mas o imbecil engravidou uma vendedora da Daslu antes de capotar com o Lincoln Navigator, e eu dancei na hora da partilha.
Sou uma perua engajada e com consciência de classe. Abomino a noção de que a perua é uma criatura alienada, preguiçosa e sem luzes - exceto pelas que faz no cabelo. Acredito que uma boa perua precisa ler. Eu mesma li bastante, principalmente na juventude. Começando com O Pequeno Príncipe, encarei mais de sete livros nesta vida, se não exagero um pouco. Li, por exemplo, João Cabral, escritor que tinha uma beleza de sobrenome: Melo Neto. Pena que seu nome mesmo fosse de pobre. Mas imagine se ele se chamasse Plínio Melo Neto, Afrânio Melo Neto, ou adotasse um apelido chique, como Bubsy Melo Neto. Aí sim, seria perfeito.
Foi baseada num livro do Melo Neto (acho que chama Os Grandes Sertões) que criei uma frase que hoje toda perua repete por aí, sem saber que é minha: "A perua é antes de tudo uma forte". Por quê? Ora, porque faz plástica no nariz antes dos quinze, apela para as próteses de silicone antes dos vinte, aplica botox antes dos 25, e entra na lipo antes dos trinta. Tudo isso para aparentar 39 anos, idade espiritual perfeita, o preciso tempo-espaço de uma perua de truz. Não importa se ela tiver 18 ou 68 anos, a perua terá sempre 39.
Sou, como disse, uma perua com tanto orgulho que, quando o flanelinha grita "deixa solto, madame", corrijo: "Madame não, perua". Além de sincera, a correção economiza uns trocados. Isso porque os flanelinhas têm uma espécie de tabela de preços embutida na saudação. Deixem-me explicar. É assim: o flanelinha chamou de "chefia", são 5 reais. Se chamar de "major", são 10 reais. Chamando de "bacana", não sai por menos de 15 dólares. Com mulher é a mesma coisa. "Minha tia" é o mais barato, e "madame", o mais caro. A categoria perua ainda não adquiriu, digamos, consentimento social para ser abertamente utilizada. Espero que a publicação desta modesta contribuição possa colaborar para a compreensão da peruíce.
Por falar em expressões, sinto vergonha pelas peruas que entopem seu falar com palavras estrangeiras. É coisa brega, de perua anos oitenta Gosto mesmo é de usar bem o português, de aprender palavras novas. Meu atual namorado, um cara que trabalha com corporate banking, me ensinou uma ótima, que eu usei outro dia numa discussão com a minha filha de 27 anos: "Você não deveria jeopardizar a nossa relação com críticas infundadas". Ela ficou passada, menina, precisava ver. Adorei esse verbo. Vou até repeti-lo: jeopardizar. Isto sim é falar bem.
Deus nos livre das peruas iletradas. Pior que perua que fala errado, só mesmo a que compra bolsa pequena da Gucci ou usa um sobretudo de qualquer marca que não seja Burberry. (Em tempo: vejam vocês como o Bill Gates não entende nada de língua portuguesa. O programa do Word pintou de verdinho a palavra "sobretudo", por achar errado ela não vir entre vírgulas. Ora, dá para confiar num programa que, sobretudo, não sabe distinguir um sobretudo do outro?)
Perdoem se me detenho mais nos temas culturais que em aspectos fúteis do consumismo. Cultura é bom, mas não enche barriga. Por exemplo: salgadinhos em vernissage não dispensam, na seqüência, um bom lounge (outra palavra cujo significado - "longe" - aprendi com o Rasheed, meu namorado). Ocorre que fui informada de que esta é uma revista cabeçona, tipo assim, de cultura mesmo. E é só por isso que estou me esforçando para mostrar o meu lado mais "conteúdo". (Cá entre nós, esse nome é pobrinho, pobrinho. Por que não chamar a revista de Paris, Petersburgo, ou mesmo Praga? Ou Prada? Ai, Prada seria ma-ra-vi-lho-so!) Outrossim (mais uma do Rash), se a cultura nos aborrece, mudemos de assunto. Falemos de qualidade de vida.
Por incrível que pareça, as peruas agora deram para fazer esporte. Equipadas com tênis de 1 900 reais, que tocam mp3, e meias cor-de-rosa, fazendo ton sur ton com as faixinhas lilases de prender os cabelos de aplique, começamos nas aulas de aerolambada, passamos para os salões de musculação e agora resolvemos até correr. Preciso dizer que temos mostrado muita perseverança. Afinal de contas, não é nada fácil trotar com aquelas imensas bolas de silicone pulando para cima e para baixo, esbofeteando os rostos de suas próprias donas a cada pisada na esteira. Existem ainda outras dificuldades, como a maquiagem pesada, que derrete com o suor e arde um bocado nos olhos. Ou a trabalheira que dá - quando a atividade é ao ar livre ou se a academia permite - correr com um poodle enroscado nas pernas. Isso sem falar no calor gerado pelo inevitável casaquinho amarrado na cintura, aquele que usamos para esconder o bumbum, uma das únicas partes do corpo humano para a qual a cirurgia plástica ainda não apresentou respostas minimamente satisfatórias.
Apesar de tantos esforços em tão diferentes campos, as peruas estão longe de obter o respeito da sociedade. Infelizmente, para cada perua no estilo Marta Suplicy existe uma dúzia no modelo Paris Hilton. Não há termo de comparação entre as duas. Marta Suplicy é perua com conteúdo e firmeza de propósitos, que até trabalha - e que fez muito bem em roubar o sobrenome do ex. Eu fiz a mesma coisa com o Palhares. Silva, de novo, nem morta. Já Paris Hilton, que é menina e já aparenta ter 39 anos, é o exemplo do que a classe não precisa, apesar do lindo nome de cidade e do belíssimo sobrenome de hotel. A garota é uma viagem desde a pia batismal! Fico pensando que seu nome do meio talvez seja United ou Delta. Divagações à parte, o fato é que, se eu pudesse resumir tudo o que contei em uma única frase, diria que só no dia em que tivermos mais martas do que parises é que as peruas serão, enfim, respeitadas como merecem.
Antes de encerrar, gostaria de aproveitar o espaço que me foi franqueado (fico impressionada com a sofisticação da minha escrita) para convidar os leitores para o meu brunch de aniversário, que será realizado na praça de alimentação do Shopping Iguatemi. No Rio, amigas cariocas, o encontro será no Fashion Mall. O dinheiro anda curto, isso é fato - mas o importante é que os festejos serão em lugares chiquérrimos. Vale lembrar que, na ocasião, comemorarei meus 39 aninhos.
Meu nome é Maria Deodorina Palhares da Silva, mas só os que me odeiam muito me chamam assim. Para os que me toleram, sou Lillydebsy Palhares, com ênfase no primeiro ípsilon. Gostar de mim mesmo, para valer, acho que ninguém gosta. Minha ocupação: perua. Nenhum constrangimento em admitir a classificação, e quem continuar lendo este relato entenderá os porquês.
Para começo de conversa, informo que ser perua dá muito trabalho, e que perua e madame não são a mesma coisa. Quase todas as madames são peruas, mas nem toda perua é madame. Madame é a perua endinheirada, mas o grosso das peruas pertence mesmo à classe média. Eu, por exemplo, estou longe de ser madame. Tenho de dar duro para receber em dia e administrar direitinho as três pensões dos meus ex-maridos, já que nenhum deles é milionário. Ou melhor, um até foi, mas o imbecil engravidou uma vendedora da Daslu antes de capotar com o Lincoln Navigator, e eu dancei na hora da partilha.
Sou uma perua engajada e com consciência de classe. Abomino a noção de que a perua é uma criatura alienada, preguiçosa e sem luzes - exceto pelas que faz no cabelo. Acredito que uma boa perua precisa ler. Eu mesma li bastante, principalmente na juventude. Começando com O Pequeno Príncipe, encarei mais de sete livros nesta vida, se não exagero um pouco. Li, por exemplo, João Cabral, escritor que tinha uma beleza de sobrenome: Melo Neto. Pena que seu nome mesmo fosse de pobre. Mas imagine se ele se chamasse Plínio Melo Neto, Afrânio Melo Neto, ou adotasse um apelido chique, como Bubsy Melo Neto. Aí sim, seria perfeito.
Foi baseada num livro do Melo Neto (acho que chama Os Grandes Sertões) que criei uma frase que hoje toda perua repete por aí, sem saber que é minha: "A perua é antes de tudo uma forte". Por quê? Ora, porque faz plástica no nariz antes dos quinze, apela para as próteses de silicone antes dos vinte, aplica botox antes dos 25, e entra na lipo antes dos trinta. Tudo isso para aparentar 39 anos, idade espiritual perfeita, o preciso tempo-espaço de uma perua de truz. Não importa se ela tiver 18 ou 68 anos, a perua terá sempre 39.
Sou, como disse, uma perua com tanto orgulho que, quando o flanelinha grita "deixa solto, madame", corrijo: "Madame não, perua". Além de sincera, a correção economiza uns trocados. Isso porque os flanelinhas têm uma espécie de tabela de preços embutida na saudação. Deixem-me explicar. É assim: o flanelinha chamou de "chefia", são 5 reais. Se chamar de "major", são 10 reais. Chamando de "bacana", não sai por menos de 15 dólares. Com mulher é a mesma coisa. "Minha tia" é o mais barato, e "madame", o mais caro. A categoria perua ainda não adquiriu, digamos, consentimento social para ser abertamente utilizada. Espero que a publicação desta modesta contribuição possa colaborar para a compreensão da peruíce.
Por falar em expressões, sinto vergonha pelas peruas que entopem seu falar com palavras estrangeiras. É coisa brega, de perua anos oitenta Gosto mesmo é de usar bem o português, de aprender palavras novas. Meu atual namorado, um cara que trabalha com corporate banking, me ensinou uma ótima, que eu usei outro dia numa discussão com a minha filha de 27 anos: "Você não deveria jeopardizar a nossa relação com críticas infundadas". Ela ficou passada, menina, precisava ver. Adorei esse verbo. Vou até repeti-lo: jeopardizar. Isto sim é falar bem.
Deus nos livre das peruas iletradas. Pior que perua que fala errado, só mesmo a que compra bolsa pequena da Gucci ou usa um sobretudo de qualquer marca que não seja Burberry. (Em tempo: vejam vocês como o Bill Gates não entende nada de língua portuguesa. O programa do Word pintou de verdinho a palavra "sobretudo", por achar errado ela não vir entre vírgulas. Ora, dá para confiar num programa que, sobretudo, não sabe distinguir um sobretudo do outro?)
Perdoem se me detenho mais nos temas culturais que em aspectos fúteis do consumismo. Cultura é bom, mas não enche barriga. Por exemplo: salgadinhos em vernissage não dispensam, na seqüência, um bom lounge (outra palavra cujo significado - "longe" - aprendi com o Rasheed, meu namorado). Ocorre que fui informada de que esta é uma revista cabeçona, tipo assim, de cultura mesmo. E é só por isso que estou me esforçando para mostrar o meu lado mais "conteúdo". (Cá entre nós, esse nome é pobrinho, pobrinho. Por que não chamar a revista de Paris, Petersburgo, ou mesmo Praga? Ou Prada? Ai, Prada seria ma-ra-vi-lho-so!) Outrossim (mais uma do Rash), se a cultura nos aborrece, mudemos de assunto. Falemos de qualidade de vida.
Por incrível que pareça, as peruas agora deram para fazer esporte. Equipadas com tênis de 1 900 reais, que tocam mp3, e meias cor-de-rosa, fazendo ton sur ton com as faixinhas lilases de prender os cabelos de aplique, começamos nas aulas de aerolambada, passamos para os salões de musculação e agora resolvemos até correr. Preciso dizer que temos mostrado muita perseverança. Afinal de contas, não é nada fácil trotar com aquelas imensas bolas de silicone pulando para cima e para baixo, esbofeteando os rostos de suas próprias donas a cada pisada na esteira. Existem ainda outras dificuldades, como a maquiagem pesada, que derrete com o suor e arde um bocado nos olhos. Ou a trabalheira que dá - quando a atividade é ao ar livre ou se a academia permite - correr com um poodle enroscado nas pernas. Isso sem falar no calor gerado pelo inevitável casaquinho amarrado na cintura, aquele que usamos para esconder o bumbum, uma das únicas partes do corpo humano para a qual a cirurgia plástica ainda não apresentou respostas minimamente satisfatórias.
Apesar de tantos esforços em tão diferentes campos, as peruas estão longe de obter o respeito da sociedade. Infelizmente, para cada perua no estilo Marta Suplicy existe uma dúzia no modelo Paris Hilton. Não há termo de comparação entre as duas. Marta Suplicy é perua com conteúdo e firmeza de propósitos, que até trabalha - e que fez muito bem em roubar o sobrenome do ex. Eu fiz a mesma coisa com o Palhares. Silva, de novo, nem morta. Já Paris Hilton, que é menina e já aparenta ter 39 anos, é o exemplo do que a classe não precisa, apesar do lindo nome de cidade e do belíssimo sobrenome de hotel. A garota é uma viagem desde a pia batismal! Fico pensando que seu nome do meio talvez seja United ou Delta. Divagações à parte, o fato é que, se eu pudesse resumir tudo o que contei em uma única frase, diria que só no dia em que tivermos mais martas do que parises é que as peruas serão, enfim, respeitadas como merecem.
Antes de encerrar, gostaria de aproveitar o espaço que me foi franqueado (fico impressionada com a sofisticação da minha escrita) para convidar os leitores para o meu brunch de aniversário, que será realizado na praça de alimentação do Shopping Iguatemi. No Rio, amigas cariocas, o encontro será no Fashion Mall. O dinheiro anda curto, isso é fato - mas o importante é que os festejos serão em lugares chiquérrimos. Vale lembrar que, na ocasião, comemorarei meus 39 aninhos.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Referências coreográficas
Pensando para além do corpo clássico do cavalo. Pensando em deslocamento nos quatro apoios,manipulação, dominação,ascensão e queda, idas ao chão(desmonte,desfalecer) e recuperação de eixo vertical.
Ser inteligente aumenta suas chances de falir
“O quão importante é a inteligência para o sucesso
financeiro?”, avalia um estudo do
pesquisador Jay L. Zagorsky, da Universidade Estadual de Ohio
(EUA). A resposta, acredite, parece ser “não muito”. Analisando dados de uma
pesquisa do governo, feita com mais de sete mil voluntários (cada um deles foi
entrevistado 21 vezes ao longo da vida, entre 1979 e 2004), Zagorsky chegou a
uma conclusão: “ser mais inteligente não confere qualquer vantagem em duas das
três dimensões-chave de sucesso financeiro (patrimônio líquido, tendência a
crises e renda)”, aponta.
A terceira, renda, até pode sofrer certa influência da inteligência em
algum ponto da vida (“um ponto a mais de QI pode representar um acréscimo de US$
346 na renda anual“), mas o efeito, segundo o pesquisador,
“é fraco”. “Na melhor das hipóteses, esse
aumento no QI leva a um acréscimo de, no máximo, US$ 83 no patrimônio líquido” –
mas é mais provável que o efeito seja zero. É, zero.
E quando o papo é fugir da falência, o QI não é nada
amigo. Pessoas com 140 de QI (a média geral da população, segundo o estudo, é
100) perdem datas de pagamentos e estouram o cartão de crédito com mais
frequência do que os colegas de QI mais baixo. E tendem a falir em uma taxa
(14,1%) assustadoramente próxima à das pessoas com pouco mais da metade de seu
QI, na casa dos 80 (15,2%). “A pesquisa não traz dados para explicar por que
isso ocorre”, diz Zagorsky, mas ele oferece algumas possíveis explicações: os
mais inteligentes podem ser mais ocupados e darem menos foco a
rotinas simples como pagar contas, ou então podem achar que são espertos o
suficiente para correr riscos financeiros (como estourar o cartão e não
economizar dinheiro) sem se darem mal.
Lenda Carioca- o homem que soube morrer
“Se me oferecessem 1 bilhão
de dólares para trabalhar das dez da manhã às dez da noite, eu preferiria ficar
pobre.”
Jorginho
Guinle
Jorginho Guinle morre no Rio
Ao saber que
estava com um aneurisma na aorta abdominal, o maior playboy brasileiro pediu
para deixar o hospital e foi morrer no Copacabana Palace.
Morreu às 4h30 da manhã, aos 88 anos, Jorginho
Guinle, no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, onde estava hospedado
desde ontem (Sexta-feira, 5 de Março de 2004). Ele foi internado na
sexta-feita, num hospital em Ipanema, com aneurisma na aorta abdominal, que
estava em expansão. Morrer no hotel foi o último desejo daquele que era
considerado o último playboy brasileiro. Para deixar o hospital Guinleo assinou
um termo de responsabilidade se recusando a ser submetido a uma cirurgia.
Guinle vinha da família responsável pela construção do Hotel Copacabana Palace,
um dos mais luxuosos do Rio de Janeiro.
Além de ter sido um dos playboys mais famosos da história, Jorginho era um grande estudioso de jazz e, em 1953, publicou Jazz Panorama, o primeiro livro sobre jazz escrito no Brasil. Reeditado pela José Olympio, o livro está nas livrarias. Anos depois, em 1997, publicou Um século de boa vida, contendo suas memórias, mas está esgotado.
Em vida, ele se gabava de ter seduzido as atrizes Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Romy Schneider.
Ao morrer, ele estava acompanhado de enfermeiros e funcionários, e morreu dormindo. O corpo será velado no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde será enterrado.
Jorginho Guinle
morreu na suíte 153, que foi cedida a ele pelo hotel, atendendo ao seu último
desejo. Durante muito tempo Jorginho morou no Copacabana Palace. Além de ter sido um dos playboys mais famosos da história, Jorginho era um grande estudioso de jazz e, em 1953, publicou Jazz Panorama, o primeiro livro sobre jazz escrito no Brasil. Reeditado pela José Olympio, o livro está nas livrarias. Anos depois, em 1997, publicou Um século de boa vida, contendo suas memórias, mas está esgotado.
Em vida, ele se gabava de ter seduzido as atrizes Marilyn Monroe, Rita Hayworth, Romy Schneider.
Ao morrer, ele estava acompanhado de enfermeiros e funcionários, e morreu dormindo. O corpo será velado no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde será enterrado.
Símbolo do playboy culto, requintado e bem relacionado - O ex-milionário Jorginho Guinle foi um símbolo do refinamento e um dos primeiros divulgadores do Rio no exterior. O homem mais incensado pela sociedade carioca, especialmente nas décadas de 30, 40 e 50, calculava ter gasto cerca de US$ 20 milhões em viagens, festas e presentes para belas mulheres e para as atrizes mais cobiçadas de Hollywood. Era considerado um playboy na melhor essência do termo, ou seja, um homem culto, requintado, bem relacionado e que se orgulhava de nunca ter trabalhado na vida.
No Copacabana Palace, hotel que o seu tio construiu, em 1923, e que freqüentava desde os 7 anos de idade, ele chegou por volta das 14 horas de quinta-feira, para sua última estadia. Foi recebido com flores e frutas e um milk-shake de baunilha com calda de caramelo,
especialidade que ele costumava pedir ao maitre Ronaldo. Foi hospedado em uma suíte de frente para a piscina, no anexo do hotel, cuja diária custa R$ 1.300,00.
Segundo a relações-públicas do hotel, Cláudia Fialho, amiga dele há 20 anos, Jorginho estava sem muito apetite. Ainda assim, almoçou estrogonofe de frango e depois comeu sorvete de framboesa. À noite, foi servido um chá, em louça inglesa. Ele assistiu a um documentário sobre o jazzista Benny Goodman e, mais tarde, à novela Chocolate com Pimenta. Ao sair do hospital e saber que ia para o hotel, disse: "agora eu vou para o céu. Vou para o Copacabana Palace".
O amigo Mariozinho de Oliveira contou que o amigo sabia que a morte estava próxima. “Os médicos disseram que a chance dele sobreviver à cirurgia era de apenas 1%. Ele estava muito mal. Sabia que ia morrer e queria morrer”. Há dois meses, ele havia passado por uma operação de urgência para colocar uma prótese na aorta. “Desde então, ele estava abatido, se alimentando e bebendo pouco”, contou Mariozinho, que fazia parte do Clube dos Cafajestes, grupo de playboys dos anos 50 que reuniu nomes como João Saldanha, Fernando Lobo, Paulo Soledade e Carlinhos Niemeyer.
Seu primo Eduardo Guinle, disse que ele fez um trabalho fundamental: divulgou a
imagem do Rio no exterior. “O Jorge foi um dos grandes responsáveis pela internacionalização da cidade, pois viajava muito e convidava muitos artistas para vir aqui”, disse ontem Guinle, observando que, com a morte do primo, morre também uma parte importante da cidade. “Ele foi um dos últimos símbolos de charme, elegância e educação de um Rio mais tranqüilo, mais
civilizado. Ele amou o Rio tanto quanto as mulheres que teve”.
Eduardo contou que o fato de ter gasto toda a sua fortuna e viver, nos últimos anos, de favor na casa de amigos não incomodou Jorginho. “Ele nunca conjugou o verbo trabalhar. Mas isso não o incomodava. Tinha muitos amigos e continuava almoçando e jantando no Copacabana Palace, a convite da administração do hotel. Ele soube aproveitar muito bem a vida e teve uma vida tranqüila no final”, contou, acrescentando que, atualmente, ele estava morando na casa da terceira mulher, Maria Helena Guinle, em Copacabana.
No ano passado, passou três meses hospedado na casa da socialite Ruth de Almeida Prado. Muito resfriada, ela não pôde ir ao enterro por causa do risco de uma pneumonia e falou pouco sobre o amigo. “Ele já dizia que preferia morrer. Por isso não quis operar. Acho que para ele foi a melhor solução, pois os riscos eram muito grandes. Além disso, tem uma hora que você já está cansado mesmo. Ele adorava muito a vida, mas não tinha nada contra a morte”, revelou ontem Ruth.
Ele contava com a solidariedade também de Olavo Monteiro de Carvalho, do grupo Monteiro Aranha.
Em Copacabana, no século passado, Jorge
Guinle herdou dos pais US$ 100 milhões, o que, naquela época, corresponderia a,
hoje, US$ 2 bilhões.
Quando morreu, ganhou a primeira página do New York Times.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Quebrou.

A norte-americana Kodak, gigante e pioneira mundial da fotografia de massas há mais de 100 anos, anunciou nesta quinta-feira que declarou falência junto de um tribunal de Nova Iorque para se poder reestruturar.
A sofrer com a mudança maciça dos consumidores para a fotografia digital, a empresa diz que este pedido de falência, que lhe dará protecção face aos credores, visa a obtenção de liquidez nos EUA e no estrangeiro para rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica, resolver o passivo e, assim, permitir à empresa que se concentre nas linhas de negócio mais valiosas. (ou seja, declarar falência não significa parar com as atividades. Não é necessariamente o fim mas é, sim, um meio de manter a sobrevida).
O pedido de falência não abrange as subsidiárias fora dos EUA, que vão continuar a honrar todas as obrigações, segundo se lê no comunicado que a empresa publicou no site. A empresa espera pagar salários nos EUA e manter os serviços aos consumidores.
A Kodak tem estado com dificuldades financeiras crescentes, foi ameaçada de expulsão da Bolsa de Nova Iorque devido à brutal queda do valor das acções e obteve agora uma linha de crédito de 950 milhões de dólares, a ano e meio, do Citigroup.
“A Kodak está a dar um passo significativo para completar a sua transformação”, disse o presidente executivo, Antonio M. Perez, citado no mesmo comunicado.
O mesmo responsável realçou que o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, a que a empresa recorreu, lhe dá “as melhores oportunidades para maximizar valor em duas partes críticas” da sua tecnologia: “as patentes de captura digital, que são essenciais para uma vasta gama de aparelhos móveis e outros aparelhos de electrónica de consumo”, e as tecnologias de impressão e armazenamento de imagem, “que dão à Kodak uma vantagem competitiva” no crescente negócio digital.
Mas a empresa tem sido criticada justamente por, há cerca de uma década, não ter iniciado com o vigor necessário a transição para o digital.
“São uma empresa presa no tempo”, disse um professor da Universidade Reyrson de Toronto, Robert Burley, citado pela Bloomberg. “A sua história era tão importante para eles, esta rica história centenária em que fizeram muitas coisas espantosas e muito dinheiro pelo caminho. Agora a sua história tornou-se um passivo”, acrescentou. (a necessidade de se atualizar a cada segundo para se manter sempre na vanguarda do próprio tempo, estar sempre a frente dos outros, como numa corrida de cavalos).
A Kodak, símbolo do capitalismo norte-americano, foi criada por George Eastman, que inventou o filme fotográfico, e chegou a Portugal em 1919. O primeiro produto da Kodak no país foi a câmara Brownie, lançada em todo o mundo, a um dólar, em 1900.
fonte: http://economia.publico.pt/Noticia/kodak-accionou-pedido-de-falencia-e-quer-reorganizar-a-actividade-1529737
“No dia em que exércitos inimigos possam aniquilar-se em um segundo, todas as nações civilizadas — ao menos é de se esperar — evitarão a guerra e desmobilizarão seus soldados [...]"
Alfred Nobel, o gênio autodidata, criador do Prêmio Nobel, nasceu em 1833, numa década de efervescência tecno-científica, mas em
plena crise familiar.
Quatro anos depois, a família Nobel muda-se para São Petersburgo, na
Rússia, e monta uma pequena metalúrgica. Prospera, então, fabricando minas
submarinas, graças, sobretudo, à sociedade com um general influente e às
gigantescas encomendas recebidas durante a guerra da Criméia — 1854/1856.
Terminada a guerra, acabam as encomendas e os Nobel vão à
falência pela segunda vez. Alfred estava com 26 anos. Não
recebera educação formal, freqüentou apenas o primeiro ano do
primário numa escola paroquial, na sua Suécia natal. Mas, com o auxilio de excelentes professores particulares, estudando em
casa, tornou-se excepcionalmente bem-preparado. Falava fluentemente sueco,
russo, inglês, francês e alemão, sendo atraído pela literatura e pela filosofia.
Quando a situação financeira de seu pai era favorável, viajou pelo mundo durante
dois anos. Conheceu os Estados Unidos e, sobretudo, Paris, onde fez estágios em
diversos laboratórios de química. Interessou-se desde cedo por explosivos e, já
em 1863, requereu sua primeira patente importante: um detonador de percussão
conhecido como processo Nobel.
A patente foi obtida na Suécia, para onde parte da família voltara, na
tentativa de relançar os negócios em novas bases, depois da falência na Rússia.
Instalados na pequena localidade de Helensburgo, nas vizinhanças de Estocolmo,
Alfred, o irmão caçula Emil e o pai começaram a fabricar nitroglicerina. Essa substância, preparada pela primeira vez
em 1846 pelo italiano Ascanio Sobrero, tem uma fórmula aparentemente muito
simples: certa quantidade de glicerina adicionada a uma mistura de ácido nítrico
e ácido sulfúrico. Mas sua preparação é extremamente arriscada. Qualquer choque ou uma
alteração brusca de temperatura provocam violenta explosão.Foi assim que, em
1864, mal começara a produção dos Nobel, a fábrica foi pelos ares, matando Emil,
o irmão caçula, e quatro homens. Semanas mais tarde, o velho pai sofreu um
derrame do qual nunca se recuperou.
Alfred, no entanto, não se deixou abater. Conseguiu um sócio e voltou a
fabricar nitroglicerina. Os negócios prosperaram rapidamente.
Mudou-se para Hamburgo, de onde dirigia os negócios da firma enquanto prosseguia
suas pesquisas. Os riscos de acidentes continuaram elevados até 1867, quando teve a
idéia de misturar à nitroglicerina uma substância inerte, na esperança de evitar
explosões acidentais. Deu certo. A nova mistura, denominada dinamite, iria revolucionar a técnica da explosão de minas, a
construção de estradas e a sorte das guerras.
Além de trazer rios de dinheiro à empresa de
Alfred Nobel. Como se tudo isso não bastasse, a sorte também favorecia os
negócios de Ludovic e Robert, os dois irmãos que haviam
permanecido na Rússia depois da segunda falência familiar. Alfred, já multimilionário com
suas fábricas de dinamite,
tornou-se um dos primeiros magnatas do petróleo.
Mas nunca foi feliz. Sua vida sentimental, ao que tudo indica, permaneceu
um deserto. Em 1876, pôs num jornal austríaco um anúncio no qual “um senhor de
certa idade, rico e muito instruído, residente em Paris”, dizia procurar “mulher
experiente e de certa classe, que conheça línguas estrangeiras, para Ihe servir
de secretária e dama de companhia”. Respondeu a esse anúncio a condessa Bertha
Kinski von Chinic und Tettau, descendente de uma família arruinada da
aristocracia austríaca. Falava alemão, francês, inglês e italiano e, aos 33
anos, sua beleza era fora do comum. Mas não teve sorte. Uma semana depois do primeiro encontro, Alfred partiu
em viagem e a condessa fugiu para se casar com seu namorado.
Foi por influência de Bertha, pacifista convicta, que Nobel incluiu no seu
testamento um prêmio dedicado à paz, com o qual a própria condessa foi
agraciada, em 1905. Pessoalmente, ele não tinha muitas ilusões quanto a esse
tipo de iniciativa. Foi um dos primeiros a admitir a teoria do
equilíbrio do terror. Escreveu a Bertha:
“No dia em que exércitos inimigos possam aniquilar-se em um segundo, todas
as nações civilizadas — ao menos é de se esperar — evitarão a guerra e
desmobilizarão seus soldados. Por isso, minhas fábricas podem pôr termo à guerra
mais rapidamente que seus congressos pela paz”.
Alfred Nobel sofria de acessos lancinantes de dor de cabeça, que atribuía ao contato com
a nitroglicerina e, a partir dos 50 anos, de crises cada vez
mais freqüentes de angina do peito. Além disso, em 1891, viu-se expulso da
França, onde residira durante dezessete anos, acusado de espionagem industrial
em favor da Itália. Perde, também, um processo nos tribunais ingleses referente
a uma valiosíssima patente de um tipo de pólvora sem fumaça. É em San Remo que ele vem a falecer. Como sempre temera, morreu cercado
apenas por seus empregados, sem nenhum parente ou amigo, às 2 horas da madrugada
de 10 de dezembro de 1896. Um ano antes, assinara a terceira e última versão de
seu testamento, dispondo que os rendimentos dos 31 milhões de coroas suecas de
sua fortuna deveriam ser “distribuídos anualmente às pessoas
que mais benefícios houvessem prestado à Humanidade”.
Colapso, um documentário de terror
Michael Ruppert, um repórter investigativo americano que previu com anos de antecedência a crise econômica mundial de 2009, relata, em 90 minutos, como o mundo vai ruir nas próximas décadas.
PS: Susana, me interessam essas imagens antigas de mercado financeiro.
99% - Histórias de falências

http://wearethe99percent.tumblr.com/
Tem muita coisa diferente nessa maneira de protestar. É como a Jana me convenceu: a gente não deveria ter que propôr uma solução para um sistema que não tem conserto.
OBEY, de Shepard Fairey





Shepard Fairey é um dos principais artistas gráficos de rua em atividade. Seu trabalho parte de uma premissa básica: "questione tudo". Ironicamente, o conjunto de sua obra é chamado de OBEY ("obedeça"), e muitas vezes o rosto de um ditador, referência ao Big Brother de "1984", vem acompanhado dessa palavra. As peças retratam a ganância corporativista, a falência do capitalismo e o poder obsoleto dos governos. As cores da propaganda totalitarista (vermelho, creme e preto) dominam a imagem (vide anúncios do regime soviético do início do século XX e as artes de filmes como "1984", "Brazil" e "V de Vingança"). Ele ficou famoso com os pôsteres da campanha de eleição do Obama em 2008 (notoriamente HOPE e CHANGE), mas em 2011 se juntou ao movimento Occupy Wall Street, se autoparodiando em prol de uma nova mudança.
Mais sobre OBEY aqui: http://obeygiant.com/industries
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