quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Horsebic
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Quando eu caí
Quando eu caí assim de lado quase de frente pro chão sabe,assim,tipo assim, mais pro lado direito que esquerdo.Eu tava suada aí pronto,pá!foi de repende... assim do nada,sabe?!
Todos os olhos se voltaram para mim.
Eu quis chorar de raiva
Quando caí foi porque eu escorreguei com ele em cima de mim, caí com ele em cima de mim.
Perdi,rapaz!
Ele tá bem, eu to com a perna pra cima, com gelo e com vontade de estar lá,com ele,levantando ele, subindo nele, segurando ele,subindo nele,protegendo ele.
Eu não tive força, eu falhei. Falhei pra mim, pro meu pai, pra minha mãe, pra ele,pra eles,falhei meu pé direito. A falha não tem volta ,e agora não tem mais dor, não dá dor.
É uma vontade de voltar o irreversível.
Quando eu caí eu chorei quietinha
Tô com dor no pé, não consigo rolar pra trás,pra frente,trotar,cair,nem andar nos quatro apoios...hoje minha perna me abandonou por completo. Hoje eu vou sonhar com a Austrália,hoje alguém me leva nas costas porque eu não consigo.
Eu não consigo!
Falhei porra,perdi, agora já foi.
foi porque eu me senti segura,e achei sabia correr.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Confronto e Cruzada
Referências de Cinthia Marcelle, videoartista mineira, que o ensaio de hoje me trouxe.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
o colega da baia ao lado.
Seabiscuit - Final Race
Secretariat - The Ultimate Racehorse
Quando eu caí...
Comecei derrubando a tampa dessa caneta, depois os papéis, os documentos e com eles todas as assinaturas de gente importante.
A mesa e os retratos da parede e com eles todos os parentes e amigos próximos.
A estante, os livros e consequentemente alguns filósofos e gênios literários.
Derrubei a persiana e o abajour.
A armação das janelas e das portas.
Derrubei os corredores e os transeuntes engravatados.
Derrubei o portão de entrada e as iniciais da empresa.
E quando toda a estrutura ruiu, derrubei a construção vizinha, sempre em obras, os postes de luz, a fiação elétrica, os bueiros e baratas e cigarros, a Rua inteira e a ladeira do lado.
Quando a cidade caiu derrubei o que faltava, até finalmente deixar o mundo no chinelo. Então derrubei os chinelos e o chão... Pra cair de novo.
